O olhar de Cecília congelou, e sua voz saiu cortante:
— Cesar Gomes, desde que você me traiu com a Liliane, não temos mais nada. Se beber até morrer, tenho certeza de que a Liliane recolhe o seu corpo. Ou então, liga direto para a funerária.
— Se continuar me assediando, vou começar a achar que o todo-poderoso Sr. Cesar... gosta de se humilhar. Gosta tanto assim de se humilhar atrás da ex?
Com um movimento seco, ela desligou e bloqueou o número.
— Porra! Foi aquele imbecil da família Gomes de novo? — Isaque quase pulou do sofá, fervendo de ódio. — Como ele pode ser tão inconveniente?! Antes, ele te tratava que nem lixo, deixava você de capacho e te transformou em piada no meio da elite de Cidade Capital! Te chamavam de 'cachorrinha número um'. E agora fica ligando sem parar? Que cara patético!
A expressão de Cecília permaneceu indiferente:
— É, ele é bem patético.
Isaque ferveu ao lembrar de como aquele desgraçado tinha arruinado a reputação da sua amiga. Se não fosse pelo fato de Cecília ser apaixonada por ele antes, o grupo inteiro já teria invadido a mansão da família Gomes e quebrado a cara do infeliz.
Quanto mais pensava, mais furioso ele ficava.
Isaque levantou num pulo:
— Não aguento mais! Vou lá nessa sala 6103 ver o que esse merda quer!
Afinal, Cecília não gostava mais dele.
Então, não importava o quanto ele espanasse aquele desgraçado. Cecília não sentiria pena!
Última chance para a Cecília?!
Ele ia ensinar para o maldito do Cesar o que era uma verdadeira última chance!
Cheio de ódio, Isaque marchou em direção à porta do camarote, pronto para invadir o 6103.
— Isaque! — Leonardo Pereira franziu a testa, levantando-se para impedi-lo.
Cecília se levantou antes dele:
— Eu vou lá dar uma olhada. Podem continuar bebendo. Se eu for junto, consigo segurá-lo.

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