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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 558

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Ao entardecer.

Cecília carregou VerMe, que parecia ter perdido toda a vitalidade, de volta para a casa da família Rodrigues.

Fernanda, ao observar VerMe desnorteada, com a cabeça baixa e sem nenhuma daquela alegria matinal de quando haviam saído, perguntou: — O que aconteceu com a Loli?

Com o rosto pálido, VerMe levantou os olhos opacos de peixe morto para encarar Cecília, com um olhar cheio de acusações.

Fernanda perguntou surpresa: — Ceci maltratou você?

Essas duas irmãs saíram pela manhã abraçadas.

Cecília curvou os lábios com um sorriso desleixado: — Não é nada, ela não costuma vir muito à cidade, só está cansada de brincar.

O olhar de acusação de VerMe piorou.

Mas, quando Cecília olhou para ela sorrindo, forçou um sorriso que estava pior que chorar, concordando repetidamente com a cabeça: — Sim... estou cansada...

Fernanda franziu o olhar de suspeita.

Não sabia o que as duas estavam armando agora.

Ela acenou com a mão: — Vão logo lavar as mãos, daqui a pouco já vamos jantar.

— Jantar?! — Os olhos de VerMe brilharam repentinamente, ela levantou a cabeça, o semblante ganhou vida de novo. — Combinado! Vou lavar as mãos rapidinho, comer comer comer~

VerMe disse isso e quis correr alegremente na direção da pia.

Cecília tinha o olhar preguiçoso e calmo; observando as costas animadas de VerMe, disse sem ligar: — Lótus Bianco comeu algo estragado na rua hoje, o estômago dela não está bem. Ela precisa comer algo leve para acalmar a barriga.

Dizendo isso, ela olhou para a empregada que cuidava da cozinha: — Vá fazer um mingau ralo de arroz, sem tempero algum, e depois leve para Lótus Bianco.

Os passos animados de VerMe pararam.

Seus movimentos ficaram duros, ela virou a cabeça pouco a pouco.

Seu rosto chamativo arregalou os olhos agora cheios de indignação incrédula.

Era como se estivesse encarando um homem traidor.

E que nunca mais seria capaz de amar na vida.

Sentado de lado, Henrique Rodrigues, com a sua postura ereta, gentil e refinada, pousou o jornal que estava lendo e olhou para a mulher largada no sofá feito um peixe morto.

Abaixo dos óculos, uma ponta de sorriso surgiu em seus olhos compenetrados.

— O que você aprontou com ela? — Henrique deu um riso leve, sua voz carregava tranquilidade.

VerMe virou o pescoço e a sua pequena cara estava moribunda e pálida: — Agi sem pensar, e fiz besteira.

Henrique achou graça da expressão dela: — Que besteira que te fez ser punida tão forte?

— O mais velho vai intervir por mim? — VerMe tirou a cabeça do encosto de repente, seus olhos brilharam com expectativa para Henrique.

Henrique balançou a cabeça: — Não, só quero perguntar qual besteira, assim evito e não deixo a caçula descontente mais tarde.

VerMe: — ...

Ela fez beicinho, escondeu a cabeça de novo no buraco sem vida e o ignorou.

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