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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 559

Ela até agora não conseguia entender.

Ela claramente tinha agido de acordo com a vontade da Mestra da Morte e entregado amarrado o homem que a Mestra da Morte queria.

Por que ela estava sendo punida tão duramente?

Os métodos da Mestra da Morte agora pareciam ainda mais cruéis do que há quatro anos, quando estavam no Bairro Cedro Alto!

Disse que ela, como cidadã da União de Serena do Sul, vinha pouco para cá e ia levá-la para passear, conhecer o mundo.

Mas, Cecília... ela a levou para a rua de comidas!

A obrigou a assistir às comidas pipocando pela rua inteira.

Mas não a deixou comer!

Que tipo de tortura era essa?

Simplesmente desumana e horrenda!

Pelo dia inteiro, VerMe sentiu que já tinha derramado o rio Amazonas de baba!

E depois de se aguentar até voltar para casa.

A Mestra da Morte ainda não ia deixá-la jantar!

Não! A! Deixou! Comer!

Mingau?

Nem cachorro come!

Me mata logo!

VerMe choramingava.

No fim, ela pegou a tigela de mingau onde não podia colocar tempero algum, escondeu-se no canto da mesa, derramando lágrimas, vendo todas aquelas panelas maravilhosas em cima da mesa.

O rio de baba seco começou a encher de novo.

A Mestra da Morte era a mulher mais maldosa do mundo!

Sem sombra de dúvida!

VerMe decidiu que, quando voltasse para o Bairro Cedro Alto, ia denunciar aos irmãos a violência desumana e perversa da Mestra da Morte!

De frente ao olhar raivoso e condenador de VerMe, Cecília não mudou de expressão, comendo o seu prato.

Nem um pouco mexida.

Os poucos da família Rodrigues se entreolhavam, mas em sintonia calaram sobre o que houve.

VerMe aguentava a dor, comia pequenas porções do mingau sem gosto com o cheiro dos pratos na mesa inteira flutuando no ar.

Era como se dissesse que as aparências não matam a sede de ninguém.

Mastigou e enfiou a carne garganta abaixo, a sorte foi tão imensa que as lágrimas escaparam.

Fora a vontade o dia todo.

Essa era a alegria de mandar uma carne para dentro!

VerMe piscou de novo mirando ansiosa para Henrique.

A pose dela era inteira de um felino na espera do dono o alimentar.

O fundo dos olhos de Henrique aprofundou na risada.

Aquela mocinha...

No visual claro já esbanjava a pose impetuosa e um ar radical solto nela.

Mas, para contrastar, também deixava vazar a... pureza de universitária ali do nada.

O paradoxo era até engraçado.

Rindo na surdina, ele aproveitava a vista dispersa de Cecília de vez em quando para empurrar comida para VerMe.

No lado contrário.

Cecília conversava alguma coisa com o avô e comia do outro lado da mesa. Erguia a pestana de vez em quando até os trambiques de Henrique e VerMe.

E abaixou a cabeça, sorrindo nos lábios sem abrir o bico.

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