No hospital, do lado de fora da Unidade de Terapia Intensiva.
Mariana estava sentada em uma das cadeiras do corredor, abraçada ao ursinho de pelúcia preferido de Glória.
Mantinha a cabeça baixa enquanto as lágrimas caíam silenciosamente.
A babá estava sentada ao lado, tentando consolar Mariana em voz baixa.
Ela não respondia e também se recusava a voltar para o próprio quarto.
Tinha medo de que, se saísse dali, nunca mais encontraria Glória.
De repente, passos ecoaram pelo corredor.
Mariana ergueu a cabeça de uma vez.
Daniela e Samuel caminhavam lado a lado em sua direção.
Os olhos de Mariana se iluminaram.
Ela levantou e correu aos tropeços até Daniela.
— Daniela... Você finalmente chegou.
Assim que parou diante dela, agarrou sua mão.
O ursinho caiu no chão, mas Mariana nem percebeu.
Seus olhos inchados e vermelhos permaneciam fixos em Daniela enquanto implorava em meio às lágrimas:
— Agora que você chegou, Glória pode ser salva. Só você consegue salvar ela. Você vai fazer isso, não vai?
Daniela franziu levemente a testa.
O rosto de Mariana estava assustadoramente pálido, e seus olhos pareciam tão vermelhos que poderiam sangrar.
Já não restava nada da mulher fria e distante que Daniela tinha conhecido no primeiro encontro.
Naquele momento, Daniela conseguia sentir com clareza o amor que Mariana tinha por Glória.
— Primeiro, tenta se acalmar. O que exatamente aconteceu com Glória?
Mariana apertou ainda mais sua mão.
— Glória está com leucemia aguda! O médico disse que ela precisa de um transplante de medula óssea. Você é a mãe dela. Sua medula pode salvar Glória!
Daniela franziu a testa.
— Leucemia aguda...
Se sua suspeita estivesse certa, a leucemia era apenas o problema que aparecia na superfície.
A verdadeira causa ainda devia estar relacionada aos genes de Glória.
Depois de refletir por um instante, perguntou:

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