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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 533

Aquela região sofria uma forte interferência contra qualquer equipamento tecnológico, mas nada parecia afastar os animais selvagens.

A tempestade rugia sobre a floresta enquanto Samuel, Ademir e os outros procuravam algum lugar seguro para escapar da chuva.

Depois de muito esforço, encontraram uma caverna.

Ademir estava prestes a chegar mais perto quando um rosnado assustador veio lá de dentro.

Ele parou na mesma hora, encarou a entrada escura e engoliu em seco.

Então recuou com cuidado e falou em voz baixa:

— Sr. Samuel, acho que tem algum animal aí dentro.

Samuel sacou a arma imediatamente.

— Todos preparem as armas.

Antes mesmo que terminasse de falar, um rugido explodiu na entrada da caverna.

No instante seguinte, uma onça-pintada saltou para fora e avançou sobre Ademir com a boca aberta.

Ele gritou de medo e tentou correr, mas o pé escorregou, e seu corpo caiu com força no chão.

A onça rugiu, mostrou as presas afiadas e tentou morder Ademir.

— Ademir!

Uma série de tiros ecoou.

......

Os trovões explodiam sobre a floresta, e a chuva castigava o telhado.

— Uááá! Uááá!

O choro de um bebê ecoava sem parar, tão nítido que parecia vir bem ao lado.

Daniela franziu levemente a testa e lutou várias vezes contra o torpor até finalmente conseguir abrir os olhos.

Uma luminária redonda pendia do teto triangular de madeira, cercada por insetos que voavam sem parar ao redor da luz.

Onde ela estava?

O choro continuava.

Daniela despertou por completo de repente.

Era Dália!

— Dália!

Ela sentou de uma vez, e o movimento chamou a atenção de Eduardo, que estava ali perto.

Ele segurava Dália com um braço e, com a outra mão, tentava preparar uma mamadeira, completamente atrapalhado.

Ao ver Daniela acordada, Eduardo demonstrou uma breve alegria no olhar.

— Você acordou.

Sem entender nada, Daniela encarou ele, que segurava Dália nos braços e ainda mantinha metade do rosto coberta.

— O que está acontecendo?

Eduardo foi até ela e entregou Dália, que chorava sem parar.

— Pegue ela primeiro.

Ao ver a filha chorando desesperadamente, Daniela esqueceu todas as outras perguntas.

Ela pegou Dália nos braços imediatamente.

— Me perdoa, meu amor. A mamãe demorou. A culpa foi da mamãe. Me perdoa...

Só quando sentiu o corpo macio e quente de Dália nos braços, Daniela conseguiu acreditar que ela realmente estava de volta.

Contendo as lágrimas, examinou Dália com cuidado.

Felizmente, Dália não parecia ter nenhum ferimento.

Apenas tinha chorado tanto que sua voz já estava rouca.

Daniela beijou sua testa.

— Não chora mais. A mamãe está aqui. Nunca mais vou perder você.

Dália pareceu finalmente reconhecer a mãe, e seu choro diminuiu aos poucos.

Mesmo assim, talvez por tudo o que tinha passado, continuava soluçando, com o lábio inferior projetado em uma expressão dolorosa de ver.

Eduardo se aproximou com a mamadeira pronta.

— Ela deve estar com fome.

Daniela olhou para ele e pegou a mamadeira.

Testou a temperatura. Estava perfeita.

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