Depois de terminar a canja, Daniela sentiu uma fina camada de suor surgir na ponta do nariz, e seu corpo começou a aquecer.
A tempestade lá fora ainda não tinha passado, mas, felizmente, a temperatura dentro da casa de madeira não estava tão baixa.
Ela deixou a tigela de lado, levantou e foi até a janela.
Do lado de fora, tudo estava mergulhado na escuridão. Não era possível enxergar nada.
Eduardo disse:
— Já anoiteceu.
Daniela virou e encontrou o olhar dele.
Com Dália nos braços, Eduardo observava ela com os olhos ligeiramente estreitos.
— O esconderijo de Cecília fica em um lugar muito isolado. Quando foi embora, ela levou a única lancha. Por enquanto, só podemos ficar aqui e esperar pelo resgate.
Daniela voltou para perto dele.
— Entendi. Pode me entregar a Dália. Vá comer alguma coisa também.
Eduardo colocou Dália nos braços dela.
Daniela sentou na beira da cama com a filha no colo.
Ele serviu uma tigela de canja e sentou de costas para Daniela.
Em seguida, tirou a máscara e tomou todo o caldo depressa.
Assim que terminou, cobriu o rosto outra vez.
Durante todo o tempo, manteve as costas rígidas.
Aquele cuidado excessivo só deixava ainda mais evidente a insegurança que tentava esconder.
Daniela observou tudo, sem conseguir definir o que sentia.
O antigo Eduardo jamais agiria daquela maneira.
Ele sempre tinha sido orgulhoso até os ossos.
Quando criança, mesmo depois de ser derrubado, espancado e ameaçado por vários garotos de famílias ricas, nunca implorou por misericórdia.
Daniela ainda lembrava perfeitamente da primeira vez que viu Eduardo.
Foi durante uma recepção na Mansão dos Soares.
A família Soares tinha convidado os pais dela, e Daniela acompanhou os dois.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...