Às dez da manhã, Daniela terminou a reunião e voltou para o escritório.
Mal tinha se sentado à mesa quando o celular tocou.
Era Benjamin.
Daniela atendeu.
— Benjamin.
— Sra. Daniela, estou ligando para avisar que o Sr. Eduardo já recebeu alta e voltou para casa.
Daniela conferiu o horário.
— Tão cedo?
— Sim. Ele não conseguiu dormir ontem à noite e disse que estava se sentindo sufocado no hospital.
— Certo, entendi. Mais tarde vou pedir para Viviane e Yasmin levarem as crianças para fazer companhia para ele.
— Acho uma boa. Hoje ele está meio estranho, parece estar com alguma coisa na cabeça. Ele passou a noite sem dormir e, de manhã, saiu sozinho para caminhar no jardim.
Daniela franziu a testa.
— Ele passou a semana inteira no hospital e, pelo que sei, não aconteceu nada. Você perguntou o que houve?
Benjamin soltou um suspiro.
— Perguntei, mas a senhora conhece o jeito dele.
Daniela apertou os lábios.
Eduardo sempre guardava tudo para si.
Era quase impossível arrancar alguma coisa dele.
Sempre que acontecia algo, ele preferia engolir tudo sozinho.
Sem ter muito o que fazer, Daniela disse:
— Com aquele jeito dele, nem eu consigo resolver. Quando as crianças chegarem lá, vamos ver se ele melhora um pouco.
— Acho que só resta isso mesmo. Então não vou mais atrapalhar seu trabalho.
— Está bem.
Depois de desligar, Daniela deixou o celular sobre a mesa e levou a mão à cabeça, massageando as têmporas.
Na noite anterior, pouco antes de dormir, uma nova ideia tinha surgido de repente.
Ela se levantou na mesma hora para desenhar.
Quando percebeu, já eram três da manhã.
Às sete, acordou. Às oito, já estava na empresa.
Agora que a reunião tinha terminado e sua mente finalmente relaxara, o sono veio com força, acompanhado por uma leve dor de cabeça.
Definitivamente já não tinha mais a mesma disposição dos vinte anos.
Bastava passar uma noite em claro para sentir a energia despencar no dia seguinte.
Ela bocejou.
Estava pensando em passar algumas orientações para Júlia e voltar para casa para dormir quando alguém bateu à porta.
A mão que massageava sua cabeça parou.
— Entre.
Júlia abriu a porta.
— Samuel chegou.
Daniela levantou os olhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...