Agatha lançou um olhar feroz para Yasmin.
— Se você ousar encostar em mim, o Eduardo não vai deixar isso passar.
— Tão poderoso assim... e mesmo assim você está aí, desse jeito?
O sarcasmo de Yasmin fez Agatha se irritar.
Daniela deu um passo à frente. Olhou para Agatha, sem expressão.
— As pessoas que te sequestraram... são as mesmas daquela noite do evento beneficente?
Agatha hesitou por um instante. Um traço de surpresa passou pelos olhos, mas logo desapareceu.
— Não sei do que você está falando.
— Naquela noite, Eduardo correu direto até você e puxou você para os braços. No meio de toda aquela confusão, ele te protegeu, mas não foi direto para a saída.
Agatha soltou uma risada fria.
— Ele me protegeu porque não queria que eu me machucasse. E você não está errada. Naquela noite realmente tinha alguém ali, misturado na multidão, querendo me atingir. Eduardo se feriu para me proteger.
Ela encarou Daniela, provocadora.
— Então é melhor encarar a realidade. A pessoa que ele ama agora sou eu. Em uma situação daquelas, a primeira escolha dele fui eu. Ele deixou de amar você há muito tempo. Quem ele ama é...
A voz falhou. Ela começou a tossir, engasgando.
Yasmin revirou os olhos.
— Fala demais... vai acabar se matando de tanto tossir.
Daniela continuou olhando, tranquila.
Agatha tossiu por um tempo até se recompor.
Depois voltou a encarar Daniela, com um sorriso provocador.
— Sequestro é sequestro... mas você e eu somos bem diferentes. Quando você foi sequestrada, Eduardo nem atendeu o telefone. Agora comigo...
Fez uma pausa, respirando com dificuldade.

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