Tatiane e Mônica voltaram para o Condomínio Vila Real.
Tatiane trocou de roupa e passou uma maquiagem leve. Por mais que tentasse se arrumar, o corpo ainda lhe parecia inchado e comum. Ainda assim, aquele cuidado lhe devolvia um pouco de ânimo e dignidade.
Por volta das cinco da tarde, Cristiano havia acabado de chegar em casa e, sem hesitar, foi ele mesmo quem a levou de carro até o La Aurora.
Era um restaurante de alto padrão, especializado na culinária de Nova Aurora. Um prédio independente, de aparência discreta, porém sofisticada, com cada detalhe cuidadosamente pensado.
Localizava-se fora do barulho do centro urbano, mas sem parecer afastado demais. O ambiente era silencioso e elegante, um lugar tradicionalmente frequentado pela elite local e pelos círculos sociais mais exclusivos da cidade.
— Irmão, pode voltar pra casa. — Disse Tatiane antes de descer do carro.
— Se precisar de qualquer coisa, me liga. — Respondeu ele.
— Tá bom.
Tatiane entrou no restaurante. Assim que ligou para Leandro, soube que eles ainda estavam a caminho. Após confirmar seu nome, a funcionária a conduziu até o reservado previamente reservado por Leandro e serviu suco fresco e alguns petiscos.
Tatiane permaneceu sentada, esperando em silêncio.
Cerca de vinte minutos depois, Leandro chegou acompanhado do professor Michael e de sua assistente. Michael já passava dos cinquenta anos, mas era visivelmente bem cuidado. Tinha aquele ar clássico de cavalheiro ocidental, elegante, quase aristocrático.
Tatiane se levantou imediatamente para cumprimentá-lo. Ao perceber que ela estava grávida, Michael apertou sua mão com delicadeza e, com um sorriso educado, pediu que ela não permanecesse em pé e se sentasse logo.
Aos poucos, todos tomaram seus lugares.
O garçom se aproximou e entregou os cardápios.
Leandro pediu que Tatiane fizesse as recomendações ao professor Michael. Ela havia alcançado nível máximo no IELTS, portanto conversar em inglês não representava qualquer dificuldade.
E não era só isso.
Tatiane dominava o português, o inglês, o alemão, o francês e o espanhol.
Na época em que acompanhava Henrique em viagens internacionais, era sempre ela quem atuava como intérprete oficial.
Depois que os pedidos foram feitos, o jantar estava oficialmente encaminhado.
Eles conversavam sobre a cultura e a gastronomia de Nova Aurora e, de forma natural, o assunto acabou migrando para temas mais profissionais, chegando à reunião de intercâmbio daquele dia.
Tatiane escutava com atenção, intervindo apenas nos momentos certos, sempre com comentários precisos e bem colocados.
Era evidente que Leandro já havia falado dela ao professor Michael. Por isso, em determinado momento, Michael dirigiu algumas perguntas diretamente a Tatiane, uma forma clara de avaliá-la, ainda que de maneira informal.
Tatiane respondia com objetividade e profissionalismo. Sua fluência oral era impecável, segura, sem esforço.
Michael assentia repetidas vezes, visivelmente satisfeito.
Diante de Leandro, elogiou sem rodeios:
— Sua aluna é excelente. Estou ansioso para encontrá-la em Stanford.
Leandro sorriu, confiante.
— Tenho certeza de que ela também será uma das suas melhores alunas.
Enquanto conversavam, ergueram os copos.
Os outros brindavam com vinho. Tatiane segurava apenas o copo de suco.
O clima era leve e harmonioso.
— Hoje, no fórum, ouvi a análise do Sr. Leandro sobre o equilíbrio do comércio internacional. Foi realmente instigante.
— O Sr. Henrique é generoso demais. — Leandro esboçou um sorriso discreto.
— Jantando aqui com o professor Michael?
— Vejo que o Sr. Henrique está bem-informado. — Respondeu Leandro, sem alterar o tom.
Do começo ao fim, o olhar dele não passou por Karine.
Isso a incomodava.
Karine então tomou a palavra, virando-se levemente para Henrique:
— Rick, esse é o Sr. Leandro, da Alvorada Investimentos, de quem você comentou com o meu irmão?
A voz de Henrique soou suave ao responder:
— Isso mesmo.
Karine sorriu. Um sorriso calculado.
— Já tinha ouvido muito falar do Sr. Leandro. Agora, vendo pessoalmente, é mesmo tão distinto quanto dizem.
Em seguida, apresentou-se por conta própria:
— Prazer, eu sou Karine, namorada do Rick.
Enquanto falava, seus olhos permaneciam fixos no rosto de Leandro, atentos, como se tentassem captar qualquer vestígio de emoção fora de controle. Um incômodo, um reconhecimento, um mínimo abalo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu pulei do capítulo 1122 para o capítulo 1146 e, ACREDITEM....., não senti nenhuma diferença....
Entre os parágrafos: OS DOIS SE VIRARAM...e ANDRÉ DEMONSTROU SURPRESA.; tem mais 5 parágrafos sim bastante coisa. Aqui a gente paga e não recebe toda a história. Acompanho no app GOOD NOVEL e vejo que falta muito texto aqui....
Esse livro era otimo ate o capitulo 700 mas agora esta simplesmente um porre.... sem falar q atualiza a prestação. Ja gastei tanto tempo e dinheiro, so por isso continuo... se naoz queria nem ler essa porcaria mais....
Um capítulo por dia!!!! Não é possível, a história já está se arrastando faz tempo, nenhuma tomada de decisão e agora um capítulo por dia! Acho que a autora quer que os leitores abandonem o livro....
Agora vai um capítulo por dia? Então muda lá na capa onde diz "7 capítulos por dia"....
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...