Do começo ao fim, ele permaneceu frio e distante, sem qualquer alteração visível.
Leandro tocou de leve a mão dela, em um gesto breve e protocolar, e disse com a mesma cortesia impessoal:
— Prazer.
O sorriso nos lábios de Karine congelou por um instante, quase imperceptível. Ainda assim, ela recompôs rapidamente a expressão e recolheu a mão.
— Não vamos atrapalhar o jantar do Sr. Leandro. — Disse, mantendo o tom educado.
Leandro apenas inclinou levemente a cabeça e se afastou, abrindo passagem.
Henrique e Karine seguiram adiante. Ao passarem pelo reservado, Henrique captou, pelo canto do olho, uma silhueta familiar lá dentro.
Tatiane conversava animadamente com o professor Michael quando percebeu uma figura passando pela porta. Quase por reflexo, lançou um olhar para fora. Mesmo sendo apenas um vulto rápido, reconheceu aquele corpo, aquela presença.
O coração lhe afundou discretamente.
Por fora, porém, manteve-se calma. O rosto permanecia sereno, sem deixar escapar qualquer emoção.
Nesse momento, Leandro retornava ao reservado.
Henrique e Karine entraram no elevador.
Karine olhou para ele, intrigada:
— Rick, o que foi?
Henrique abaixou os olhos para ela. No rosto bonito, havia um incômodo evidente. A voz saiu baixa, contida:
— Você elogiou outro homem na minha frente.
Karine negou imediatamente, aproximando-se dele com um tom manhoso:
— Imagina… Foi só educação. Nem cumprimentar pode agora? No meu coração, o Rick é o mais bonito de todos.
Pouco antes, ela ainda se sentia frustrada com a indiferença de Leandro.
Mas, ao perceber que Henrique demonstrava ciúme, seu humor melhorou na mesma hora.
O desconforto se dissipou, substituído por uma satisfação discreta, doce e vaidosa.
Ela ficou na ponta dos pés e beijou de leve a lateral do rosto do homem.
Depois do jantar, Leandro e Tatiane acompanharam o professor Michael e sua assistente até o carro.
A conversa daquela noite havia sido extremamente agradável. Antes de partir, Michael apertou a mão de Leandro mais uma vez e, em seguida, voltou-se para Tatiane com um sorriso caloroso. Recomendou que ela cuidasse bem da saúde e tivesse o bebê com tranquilidade. A questão da matrícula não precisava ser apressada.
Tatiane sentia-se genuinamente feliz.
Havia muito tempo que não se sentia tão leve, tão satisfeita como naquele dia.
Depois que o carro do professor partiu, Tatiane entrou no carro de Leandro, dirigido pelo assistente.
— Obrigada de verdade, professor Leandro. Pelo que fez hoje.
Leandro respondeu em tom calmo:
— Não precisa me agradecer. Eu só abri o caminho. Foi você quem conquistou o reconhecimento do Michael por mérito próprio. Quanto à entrada na universidade, não se apresse. Tenha o bebê, cuide bem do seu corpo.
Henrique era, de fato, frio demais.
Tatiane não queria que Mônica carregasse essa angústia junto com ela. Passou a mão suavemente pela barriga e disse, em tom calmo, quase consolador:
— A Sra. Lorena e o Sr. Alexandre gostam muito desse bebê. Eles estão ansiosos pela chegada dela.
Mônica massageava as pernas inchadas de Tatiane e assentiu:
— Ainda bem, então.
Naquela mesma noite, Henrique voltou ao Residencial Aurora.
— Sr. Henrique, o senhor voltou. — Disse Aline, aproximando-se para receber o casaco.
Num tom frio, quase indiferente, Henrique perguntou:
— Onde ela está?
Aline se surpreendeu por um instante, mas logo respondeu:
— Quem sabe? Naquele dia, a Sra. Bianca só fez algumas orientações de conduta, e ela já saiu de casa com a mala na mão. Não sei de onde veio tanta revolta… Pelo visto, não levou nem um pouco a sério o que a Sra. Bianca disse.
Tatiane não aparecia havia alguns dias.
Aline e Ana, naturalmente, não se preocuparam muito. Provavelmente tinha voltado para a casa do pai. Melhor assim, pelo menos não precisavam vê-la.
Henrique escutou tudo com o rosto fechado, sem demonstrar reação alguma.
Sem dizer mais nada, subiu as escadas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....