Assim que saiu da sala reservada, Tatiane mal tinha chegado perto do banheiro quando ouviu vozes exaltadas.
No instante em que entrou, deu de cara com a cena.
Karine acabava de acertar o rosto de Mônica com um tapa.
— Filha de vagabunda é tudo igual!
Mônica levou a mão ao rosto, cobrindo a bochecha que ardia.
A raiva explodiu no peito de Tatiane.
Sem pensar duas vezes, ela avançou em passos duros, tomada pela fúria. Karine mal teve tempo de perceber quem era, porque no segundo seguinte já recebeu uma bofetada ainda mais forte.
O corpo dela perdeu o equilíbrio e foi lançado contra a bancada da pia.
— Kari!
Eliane entrou logo atrás. Ao ver a cena, o rosto mudou na hora.
Tatiane segurou Mônica pelo braço para ampará-la e então ergueu os olhos. Viu uma mulher elegantíssima entrar às pressas, acompanhada pelo gerente do hotel e por dois seguranças.
Eliane correu até a filha, segurando-a, aflita.
— Kari...
Quando viu a marca vermelha no rosto dela, a indignação tomou conta de vez.
Karine era a filha que ela mimava desde pequena. Nunca sequer tinha falado mais alto com ela.
E agora alguém tinha ousado bater nela.
Com a voz embargada, Karine apontou:
— Mãe, foi ela.
Eliane levantou o olhar e encarou Mônica e Tatiane. Naqueles olhos frios, impecavelmente maquiados, só havia raiva.
— Segurem essa mulher.
Ao ouvir a ordem, os seguranças avançaram sem hesitar para conter Tatiane.
— O que vocês pensam que estão fazendo? Não encostem na minha filha!
Mônica se pôs na frente de Tatiane e empurrou os homens, tentando protegê-la.
Num movimento brusco, Tatiane agarrou o vaso de planta que estava sobre a bancada e o arremessou com força no chão, bem diante deles.
O estrondo da cerâmica se estilhaçando ecoou pelo banheiro.
O barulho foi tão repentino que Karine e Eliane empalideceram na mesma hora.
Os seguranças também travaram por um segundo.
Tatiane já estendia a mão para pegar outro vaso.
Desta vez, ele se espatifou no chão, aos pés de Karine e Eliane.
— Ah!
Karine soltou um grito agudo, branca de susto.
Eliane a segurou pelo braço e recuou às pressas, encarando Tatiane com o peito arfando de ódio.
— Você ficou louca?
Virando-se para os seguranças, gritou, fora de si:
— O que vocês estão esperando? Peguem ela agora!
Dessa vez, os seguranças não se atreveram a hesitar.
Tatiane ainda tentou avançar outra vez, mas os homens, altos e fortes, a imobilizaram à força.
— Me solta!
Tatiane, porém, disse apenas:
— Quero falar com o meu advogado. Até ele chegar, não vou dizer mais nada.
O policial saiu da sala.
Tatiane ficou ali por quase vinte minutos, sem nenhuma notícia.
Até que...
Cristiano, Leandro e Roberto chegaram à delegacia.
E não vieram sozinhos. Trouxeram um advogado.
Ao ver aquele aparato, os funcionários mudaram de postura na mesma hora e correram para avisar os superiores.
No fim, Tatiane e Mônica foram liberadas da sala de depoimento.
Tatiane saiu amparando a mãe.
Os três avançaram imediatamente na direção delas.
— Mãe!
— Tati!
Quando viram as marcas das bofetadas ainda estampadas no rosto das duas, o semblante dos três fechou na mesma hora.
No rosto de Tatiane, além da vermelhidão, havia ainda um corte fino, aberto pelo anel de Eliane no momento do tapa, um filete de sangue ainda marcava a pele.
A visão daquilo endureceu os três de vez.
— Vamos para o carro primeiro. — Disse Cristiano.
Em seguida, ligou para Marcos e avisou o pai, pedindo que ficasse tranquilo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...