— Mamãe, olha o colar que o tio Fê me deu.
O olhar de Tatiane pousou no colar que Bia usava. Era uma corrente de pérolas, com um diamante rosa no centro. Bastava uma olhada para perceber que valia uma fortuna.
No closet de Bia, já havia uma boa quantidade de joias raras, de todos os tipos. A menina adorava aquelas pedras bonitas. Embora tivesse apenas cinco anos, já recebera mais joias do que muita gente receberia ao longo de uma vida inteira.
Tatiane se inclinou e acariciou a cabeça da filha. Em seus olhos bonitos havia aquela ternura indulgente que só aparecia diante da menina.
— Ficou lindo. A mamãe ainda precisa resolver umas coisas, então vai subir primeiro. Vai brincar um pouco, está bem?
— Tá.
Bia respondeu com obediência.
Tatiane se endireitou e seguiu para o andar de cima, sem sequer olhar para os dois homens sentados no sofá.
— Ta... Senhora Evelynn.
A voz de Felipe soou atrás dela.
Tatiane parou. Percebeu claramente a hesitação estranha no tom dele. Virou-se de lado e olhou para Felipe, com a voz fria.
— O senhor precisa de alguma coisa?
Ao ouvi-la falar daquele jeito, impaciente e tomada por uma aversão mal disfarçada, Felipe sentiu como se tivesse recebido um golpe surdo no peito.
Só agora ele entendia por que, em todas as vezes que a vira, sentira aquela sensação estranha, vaga, impossível de explicar. Sempre que tentava encontrar a origem daquilo, era como se não conseguisse segurar nada.
Felipe fechou levemente os dedos. O peito apertou e, por um instante, ele não soube o que dizer.
Tatiane franziu as sobrancelhas delicadas, sem entender o que exatamente ele queria.
Ao vê-lo calado, desviou o olhar, virou-se e subiu sem dizer mais nada.
Bia ficou intrigada. Correu até Felipe e ergueu para ele aqueles olhos grandes, de contraste tão nítido entre o preto e o branco.
— Tio Fê quer falar alguma coisa para a mamãe? A Bia pode falar por você.
Felipe se sentou de novo e olhou para ela.
Agora, quanto mais observava aqueles olhos, mais achava que se pareciam com os de Tati quando era pequena. Brilhantes, vivos, tão expressivos que pareciam falar.
Como ele não percebera antes que Bia era sua sobrinha de sangue?
Ele já gostava da menina. Agora, porém, junto daquele carinho, surgia uma ternura ainda mais íntima, mais natural.
— A Bia é mesmo uma menina muito boazinha.
Tatiane voltou para o escritório.
Henrique havia preparado para ela um escritório separado, só seu.
Ela precisava revisar e ajustar a última leva de reportagens daquele ano.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....