A aparição dela deixou as poucas pessoas que falavam antes um pouco sem jeito. Instintivamente, endireitaram a postura e olharam para ela.
Luísa não lhes deu sequer um olhar.
Na copa, além do som da água sendo servida, reinava um silêncio absoluto.
— Luísa, veio pegar água? — Fernanda era uma delas. Sem saber se as palavras de antes tinham sido ouvidas, só pôde falar de forma cautelosa.
— Uhum. — Luísa respondeu friamente.
Isso deixou Fernanda ainda mais insegura. A ponto de surgir, sem motivo aparente, uma sensação de culpa no fundo do peito.
— Senta um pouco aqui. — Fernanda insistiu. — Aproveita para dar uma descansada, dar uma enrolada.
— Se ela realmente ficar aqui enrolando e não voltar para o trabalho, o pessoal do departamento vai começar a espalhar que ela não é dedicada, que vive matando tempo, que quem tem melhor posição social é diferente e coisas do tipo. — Marina falou direto.
— Todo mundo vê a sua competência. Se alguém falar isso de você, a gente rebate na hora.
— Isso mesmo. Falar da nossa linda é arrumar confusão comigo.
— Não tenha medo, estamos aqui.
Luísa nem queria se importar com o que tinha ouvido antes, planejava tratar aquilo como nada e pronto. Mas não imaginou que a cara de pau dessas pessoas pudesse chegar a esse nível.
— Quem estava falando de mim não eram vocês? — Ela parou, virou-se para encará-los e o rosto já não tinha a gentileza nem a suavidade de sempre.
Assim que essas palavras saíram, o rosto de todos mudou um pouco.
— Eu sempre te considerei uma amiga, como eu poderia falar isso de você? — Fernanda forçou um sorriso.
— Será que alguém está tentando nos colocar contra você? — Os outros também entraram na encenação.

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