— Desculpa, desculpa. — Fernanda pediu desculpas imediatamente.
Depois disso, ela perdeu o entusiasmo de antes. Também não era boba, ela sabia muito bem que o fato de Luísa, sempre educada e cordial, de repente não responder mais às suas perguntas certamente significava que ela tinha ouvido a conversa do lado de fora.
Mas ela não ousaria perguntar diretamente. E se Luísa fosse mesmo alguma herdeira rica ou alguém da classe alta? Se a ofendesse, não estaria arrumando problema para si mesma?
Nesse estado de espírito, logo chegou o horário do almoço. E, ao meio-dia em ponto, Fernanda se aproximou novamente e disse:
— Daqui a pouco vamos almoçar juntas? O que você quer comer? Eu pago.
— Ainda tenho coisas para resolver, não vou comer na empresa. — Disse Luísa. Assim que terminou de falar, também concluiu o trabalho que estava fazendo, bloqueou a tela do computador, pegou a bolsa e saiu da empresa.
Ser ignorada assim deixou Fernanda um pouco contrariada. Mas ela também sabia que, ultimamente, Luísa realmente quase não almoçava na empresa. Sempre que dava o horário do almoço, ela saía.
— E então, conseguiu sondar alguma coisa?
— Ela teve alguma reação?
— Ela não vai se vingar da gente, não é?
As outras pessoas que tinham participado daquela conversa se aproximaram para perguntar. No fundo, todos estavam um pouco apreensivos, especialmente os dois colegas homens que tinham feito suposições maldosas. Eles tinham medo de sofrer alguma retaliação.
Fernanda respondeu apenas que não sabia e não disse mais nada.
Luísa pegou o metrô e foi ao hospital.
Primeiro passou no quarto de Dulce, conversou um pouco com ela e só então seguiu para o quarto de Guilherme.
Como herdeiro mais velho da família Monteiro, ele ocupava um andar exclusivo no prédio, com dois seguranças na porta. Ao vê-la chegar, eles não disseram uma palavra sequer e apenas abriram passagem.
— O que você está fazendo aqui? — Guilherme ficou um pouco surpreso. — Hoje você não está trabalhando?

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