— Certo. — Concordou Luísa.
Depois de desligar o telefone, Luísa olhou para o calendário.
Um mês não era nem muito tempo nem pouco. Faltavam apenas alguns dias para acabar, e já era hora de confirmar com ele a data para ir pegar a certidão, afinal, agora ela era uma trabalhadora assalariada e precisava considerar a questão de pedir folga.
Em meio a tantos pensamentos, ela mandou uma mensagem para Rodrigo:
[Você tem tempo na quinta-feira?]
Quando Rodrigo viu a mensagem, tinha acabado de chegar em casa. Ele sabia muito bem o objetivo daquela pergunta e não respondeu.
O tempo passou até a noite. Luísa não recebeu resposta alguma. Entre tantas reflexões, não conseguiu evitar de lembrar da pergunta que Marcos havia lhe feito antes: E se Rodrigo não quiser se divorciar?
Ao pensar que aquilo poderia se tornar realidade, sentiu uma certa inquietação. Depois de jantar com Cacá, ela ligou para ele.
— Você viu a mensagem que eu te mandei? — Nem cumprimentou, foi direto ao ponto.
Naquele momento, Rodrigo estava em um bar com Henrique e Ísis. Ele lançou um olhar para o copo à sua frente e não mentiu:
— Vi.
Se viu, por que não respondeu?
Ela quase disse isso no impulso, mas se conteve antes de falar. Ele não tinha obrigação nenhuma de responder às mensagens dela. Perguntar aquilo só daria margem para ele se agarrar às palavras e criar confusão.
— Quarta-feira é o último dia do período de reflexão. Na quinta já dá para irmos pegar a certidão de divórcio. — Disse Luísa com clareza, o tom extremamente calmo. — Se você tiver tempo na quinta, eu posso pedir folga na empresa para irmos juntos.
O olhar de Rodrigo foi escurecendo pouco a pouco.
Ela realmente queria se divorciar dele.
Henrique e Ísis perceberam a mudança no seu humor. Ísis lançou um olhar curioso para Henrique, perguntando em silêncio: Quem é tão poderoso a ponto de fazê-lo se sentir mal com tão poucas palavras?
Henrique permaneceu em silêncio.
Quem mais poderia ser além de Luísa?
Mas ele não se atrevia a dizer. Se dissesse, levaria uma surra.

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