Assim que ouviu, Bruna sacou o celular, pronta para transferir o dinheiro. O cartão estava bloqueado, mas ainda lhe restavam alguns recursos no aplicativo de compras e no aplicativo de pagamentos.
Luísa a deteve.
— Agora o mais urgente é usar esse dinheiro para salvar a vida dela. — Disse Bruna, decidida a ignorar qualquer consequência. Se quisessem bloqueá-la, que bloqueassem.
— Não precisa. — Luísa já tinha um plano. — Eu já tenho uma ideia.
— O quê? — Bruna estreitou os olhos, imediatamente desconfiada. — Que ideia? Não me diga que pretende procurar o Rodrigo. Se for isso, prefiro que ele trate de mim do que de você!
— Não vou procurá-lo. Vou procurar o irmão mais velho dele. — Luísa lembrou da frase de Bruna, sobre os inimigos mortais. — Ele não recusaria comprar por um milhão algo que valia dezenas de milhões. E sabendo que Rodrigo proibiu todo mundo de comprar, com o temperamento dele, vai fazer justamente o contrário.
— Mas o irmão dele também não é flor que se cheire. — Bruna podia não saber detalhes, mas tinha ouvido o suficiente para ter cautela. — Se você negociar com ele, Rodrigo vai... sei lá, fazer algo pior ainda.
Em todo o círculo social, era do conhecimento geral que os irmãos Monteiro viviam irreconciliáveis.
O que Luísa estava prestes a fazer equivalia a pular de um covil de lobos para outro, igualmente feroz. Mas ela não tinha alternativa. Não podia permitir que a amiga sofresse por causa dela. E jamais poderia ignorar o estado da própria mãe.
Naquela mesma noite, pediu a alguém que levasse um recado ao irmão mais velho de Rodrigo. Na verdade, aquilo era também uma aposta na possessividade de Rodrigo, na certeza absoluta de que ele jamais permitiria que ela se aproximasse do próprio irmão, muito menos que o anel caísse nas mãos dele. Se ela ganhasse a aposta, o dinheiro da cirurgia estaria garantido. Se perdesse, ainda assim conseguiria vender o anel.
Mas antes que a mensagem chegasse ao irmão mais velho, Rodrigo já sabia.
Ele estava sentado num luxuoso camarote do bar. Ao ouvir o relatório do subordinado, os olhos, já escuros, aprofundaram-se. Sua mão apertou o copo com tanta força que o vidro pareceu ranger.
— Eu te avisei para não pressioná-la assim. — Comentou Henrique, que estava ao lado, reabastecendo o copo dele. — Agora está aí. Se ela realmente se alinhar com seu irmão, quero ver como você vai resolver.
— Ela não se atreveria. — Disse Rodrigo com a voz gelada.


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