Depois de descer, o motorista insistiu em ajudar a carregar as malas. Rita não queria revelar seu endereço, então pediu que ele apenas as tirasse do carro.
Depois que ele foi embora, Rita levou as malas para cima com a filha.-
Ela já havia sido seguida pelos homens de Velton Rocha antes e não queria arriscar. Preferia fazer um esforço extra.
Felizmente, o prédio tinha elevador, então não foi muito cansativo.
Ao chegar no 712, Rita abriu a porta. O sol iluminava todo o apartamento. Eram dois quartos e uma sala, com a clássica meia parede de azulejos. Estava vazio, mas ela se sentia muito satisfeita.
Talvez a luz do sol sempre trouxesse força às pessoas.
Voltando a si, ela fechou a porta. Na casa, só se ouvia a respiração dela e de Nina.
Ela respirou fundo, virou-se para as malas empilhadas na sala: — Nina, vamos arrumar a casa juntas, tá bom?
— Tá!
Nina assentiu com força, agachando-se na frente de uma mala, ansiosa: — Mamãe, abre logo!
Rita sorriu, foi até ela e abriu a mala. Dentro estavam as roupinhas e os bichinhos de pelúcia de Nina.
Mãe e filha dividiram o trabalho. Rita organizava as roupas maiores e as miudezas, enquanto Nina arrumava suas próprias coisinhas. De vez em quando, ela pegava um bichinho e sussurrava algo para ele.
No meio da arrumação, Nina tirou aquele álbum de fotos não se sabe de onde.
Por coincidência, ela abriu logo naquela foto.
Ela ergueu a foto, olhando para Rita.
— Mamãe, esse aqui é o papai, né?
Rita parou ao ouvir isso.
Ela olhou para a foto na mão de Nina e depois para o rostinho delicado da filha.
Os olhos, as sobrancelhas, o nariz e até a expressão de dúvida eram idênticos aos de Adonias.

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