Em seguida, ela pegou um frasco de iodo e pingou algumas gotas na mistura.
Como estudante de farmácia, ela sabia perfeitamente como diferenciar essas duas substâncias.
Se o frasco realmente contivesse comprimidos de vitamina C, o iodo marrom adicionado à água perderia a cor rapidamente.
Mas a água no copo não apresentou a menor reação química.
Ou seja, aquilo definitivamente não era vitamina C.
Ela se lembrou das recentes dores de cabeça inexplicáveis, da sonolência constante e das quedas de humor. Ela achava que era uma reação de ansiedade por ser incapaz de engravidar.
Só agora descobria que tudo isso eram os efeitos colaterais severos do uso prolongado de soníferos.
E o grande culpado de tudo isso era Lucas!
Um arrepio gélido de pavor desceu por sua espinha.
Durante essa última quinzena, como Lucas estava viajando a negócios, ele não a havia "lembrado" de tomar suas vitaminas, o que fez com que ela não ingerisse os soníferos. Se tivesse tomado, os danos ao bebê em seu ventre teriam sido irreversíveis.
Ao pensar nisso, o ódio por Lucas cravou-se ainda mais fundo em sua alma.
Ele não apenas havia destruído o casamento e cuspido em seus sentimentos, como também havia agido com uma crueldade desmedida para destruir sua saúde física!
Tocando levemente o próprio ventre, Giovanna sentiu uma desolação avassaladora.
Se no futuro seu filho descobrisse que tinha um pai tão perverso e monstruoso, ela preferia que essa criança nunca nascesse.
Ela pegou o celular, prestes a marcar a consulta para agendar a cirurgia de aborto, quando o toque do aparelho soou de repente.
Era sua avó.
Após a morte do pai, sua mãe havia se casado novamente. Foram seus avós que a criaram, e seu vínculo com eles era muito profundo.
Durante a faculdade, o avô faleceu e a avó foi morar com a tia em Cidade Nova.
Depois de se formar, Giovanna também ficou em Cidade Nova para trabalhar. Sua intenção era ter mais tempo para cuidar da avó, mas, depois de se casar com Lucas, ela passou todo o tempo imersa nas tentativas exaustivas de engravidar. Sua aparência andava tão abatida que ela evitava visitar a família para não preocupar os idosos, fazendo com que as visitas se tornassem cada vez mais raras.
A culpa pesou em seu peito.
Lucas pigarreou, mascarando a mentira: — São só pratos pré-prontos, nem me deram muito trabalho. Coma logo, bebê, se esfriar não fica gostoso.
Sem o menor apetite, Giovanna tomou apenas um gole da sopa de missô, largou a colher e informou a ele sobre o almoço na casa da tia.
Ao ouvir, Lucas assentiu prontamente, como o marido exemplar: — É verdade, faz muito tempo que eu não te acompanho para visitar a avó e a tia. Como hoje estou com o dia livre, nós iremos juntos.
Terminado o café, Giovanna voltou ao quarto para se trocar e logo estava pronta para sair com Lucas.
Sabrina, logo atrás deles, exibiu um sorriso radiante: — Então eu fico aqui em casa esperando vocês voltarem. Aproveito para dar uma arrumada na casa.
Lucas logo a impediu com zelo: — Não precisa se esforçar. Vá assistir televisão, pegue uns lanches, e se sentir fome, eu peço para o Bruno trazer o seu almoço.
Sabrina assentiu, fingindo uma inocência angelical: — Eu vou comer direitinho, Lucas, não se preocupe comigo. Vá logo acompanhar a Gio.
Ainda apreensivo, Lucas recomendou mais meia dúzia de coisas a ela.
Sem paciência para esperar o teatro de Lucas terminar, Giovanna foi para a garagem e entrou no carro primeiro. Ao sentar-se no banco do passageiro, seus olhos pousaram em um diário.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......