O rosto de Lucas assumiu um tom de repreensão contida.
— Gio, meu amor, por que você está falando com tanta hostilidade? — O tom dele continuava inabalável, como o de um marido paciente lidando com um capricho irracional. — Afinal de contas, a Sabrina é uma jovem que nós dois vimos crescer...
Sabrina, apoiando-se no sofá para se levantar, ficou com os olhos marejados e murmurou: — Deixa para lá, acho melhor eu ir embora.
Ao vê-la fazer menção de sair, Lucas rapidamente a segurou.
— Já é tão tarde, você está sozinha e com o pé machucado. Para onde acha que vai?
Sabrina abaixou a cabeça, permanecendo em silêncio.
Lucas virou-se para Giovanna, e, por trás da máscara de marido zeloso, despontou a fria arrogância de classe: — Esta mansão foi comprada com o meu dinheiro. Acho que ainda tenho o direito de decidir quem dorme no quarto principal. Você não tem o direito de se opor.
Giovanna achou a cena patética.
Quando se casaram, ele havia lhe jurado, com a mesma voz aveludada, que todos os bens em seu nome seriam compartilhados e que ela poderia dispor deles como quisesse. Agora, com a mesma naturalidade, ele a informava de que ela sequer tinha o direito de decidir sobre o próprio quarto.
A paciência de Giovanna havia chegado ao fim.
Sem demonstrar a mínima fraqueza, ela virou as costas, caminhou até o hall de entrada e começou a trocar os sapatos.
Lucas franziu a testa, ligeiramente contrariado com a reação dela.
— O que você pensa que está fazendo?
A expressão de Giovanna era de uma frieza abissal, olhando para ele como se observasse um completo estranho.
— Já que a mansão foi comprada por você e eu não tenho direito a nada, então eu vou morar em outro lugar.
Lucas demorou a processar a situação. Fazia tanto tempo que ela não batia de frente com ele que sua mente precisou de um momento para se ajustar. Após o casamento, ela havia sido tão submissa e obediente que ele quase esquecera que, antes de se casarem, Giovanna era uma mulher de personalidade forte.
Ele suspirou, assumindo novamente o papel de conciliador indulgente: — É apenas um quarto, querida. Para que fazer todo esse drama? A Sabrina nos conhece há tantos anos, você não tem nem um pingo de tolerância para acomodá-la?
O cansaço de Giovanna era absoluto. Sem se dar ao trabalho de proferir mais uma palavra, ela abriu a porta e saiu da casa.
Se Sabrina queria recolher o seu lixo, que ficasse com ele! Mas as propriedades e os ativos que lhe eram de direito, ela não cederia um único centavo.
Após terminar a refeição, o celular tocou.
Era Lucas.
Ela rejeitou a chamada instantaneamente e bloqueou o número. Em seguida, abriu todos os outros aplicativos de mensagens e redes sociais, colocando todos os contatos dele na lista negra.
Feito isso, deitou-se na cama e, mergulhada num silêncio sepulcral, finalmente adormeceu.
Do outro lado da cidade, Lucas percebeu que havia sido bloqueado por Giovanna e seu rosto escureceu ligeiramente.
Sabrina, por sua vez, estava deitada na espaçosa cama do quarto principal, sentindo o sabor de uma vitória absoluta. A verdadeira dona daquela casa era ela; com que direito Giovanna dormia no quarto principal?
Notando o leve descontentamento no rosto de Lucas, ela perguntou com uma voz suave e dócil: — Lucas, o que foi?
Ao ver Sabrina usando os pijamas de Giovanna, deitada na cama do casal e com o travesseiro de Giovanna jogado displicentemente no chão, Lucas de repente sentiu que talvez tivesse sido um pouco duro demais com a esposa naquele dia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......