Gustavo perguntou:
— Você bebeu demais ontem à noite. Sua cabeça está doendo?
Cobrindo o rosto de leve, Giovanna respondeu em voz baixa:
— Não.
Percebendo o constrangimento dela, Gustavo mudou de assunto:
— O Henrique vai dar uma festa de aniversário hoje à noite. Quer ir comigo?
Antes, Henrique havia ajudado sua tia a vencer um processo judicial. Por uma questão de consideração e bom senso, ela sentia que deveria ir para agradecer a ele.
— Quero sim. Mas eu não comprei nenhum presente ainda.
— Não precisa se preocupar com isso. O importante é você aparecer para comemorar com ele.
A porta do elevador se abriu, e só então Giovanna percebeu que eles estavam no subsolo. Como não tinha a intenção de ir trabalhar de carro, ela pensou em esperar que ele saísse para apertar o botão do térreo novamente.
No entanto, Gustavo interveio:
— Vou com você para a empresa. Por acaso, tenho umas dúvidas sobre o projeto que queria te perguntar.
Já que era assunto de trabalho, Giovanna não recusou e entrou no carro dele.
Ao chegarem à garagem subterrânea da empresa, Giovanna conferiu se não havia ninguém por perto antes de descer do veículo com todo o cuidado.
De repente, Gustavo a chamou:
— Srta. Giovanna.
Ela olhou para trás, um tanto nervosa.
Gustavo sorriu:
— Não se esqueça do nosso compromisso de hoje à noite. Me espere aqui depois do expediente.
O coração de Giovanna voltou a acelerar.
Ela deu uma rápida olhada ao redor, assentiu com a cabeça e caminhou a passos rápidos em direção ao elevador.
Ao chegar à sua mesa, Zélio lhe entregou um copo de café.
— Giovanna, muito obrigado por ter me ajudado a revisar aqueles dados ontem. Esse café é por minha conta.
— Obrigada.
Zélio já estava de saída quando de repente se virou e perguntou:
— Mas por que seu rosto está tão vermelho? Não está se sentindo bem?
Como os batimentos cardíacos dela ainda não haviam voltado ao normal, Giovanna tossiu levemente e disfarçou:
— Não é nada. É só que estou com um pouco de calor. Acho que coloquei roupa demais.
Pouco tempo depois, Gustavo chegou.
Ele estava acompanhado por Paloma e Gedeão.
Assim que Gedeão viu Giovanna, abriu um sorriso e foi se sentar ao lado dela.
— Não esperava te ver aqui! Como você e o Henrique se conhecem?
— Eu o contratei para me ajudar com um processo judicial — explicou Giovanna.
Gedeão deu uma risada.
— Ele é meu amigo de infância. Já que é assim, somos todos amigos.
Ao ver os dois conversando com tanta intimidade, Paloma ergueu uma sobrancelha.
Ela se voltou para Gustavo e comentou:
— O Gedeão e a Giovanna parecem bem próximos, não é? Raramente vejo o Gedeão engatar uma conversa tão fácil com alguém.
Gustavo respondeu num tom indiferente:
— Hum. O Gedeão e a Srta. Giovanna se conheceram no jantar do Sr. Andrade. Como ambos trabalham com pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, é natural que tenham assunto.
Paloma soltou um "Ah".
Ao notar que o olhar de Gedeão para Giovanna transbordava admiração, ela não pôde evitar apertar os lábios em sinal de desagrado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......