— Hum.
Gustavo teve certeza: ela realmente estava bêbada.
O detalhe era que o estado de embriaguez dela era diferente do das outras pessoas. Ela ficava muito quieta, de um jeito que ninguém percebia.
De repente, Giovanna começou a contar piadas ruins.
— Num ônibus tinha cinco pessoas más e dez pessoas boas. O ônibus parou no ponto e algumas pessoas desceram. Quantas pessoas sobraram no ônibus?
— Não sei — respondeu Gustavo.
Giovanna abriu um sorriso radiante:
— Sobraram dez. Porque os bons vão até o ponto final...
Gustavo: — ...
Ela continuou:
— Por que a plantinha não pôde ser atendida no hospital?... Porque lá só tinha médico de plantão...
Ao vê-la naquele estado, Gustavo não pôde deixar de massagear as têmporas de leve.
Quando chegaram à porta do apartamento de Giovanna, Gustavo estava prestes a pedir a senha para ela.
Giovanna, de repente, esticou a mão e digitou os números com a maior naturalidade.
Se não a tivesse ouvido contar piadas ruins o caminho todo, Gustavo teria achado que ela não estava nem um pouco bêbada.
Ao entrar, Giovanna foi até o sofá e se sentou. Por puro hábito, enfiou a mão por baixo da blusa, desabotoou o sutiã, puxou-o para fora e o deixou jogado no sofá ao lado.
Gustavo: — ....
Completamente alheia ao fato de que sua atitude havia mexido com os nervos do homem ali presente, Giovanna continuou sentada com a postura reta, como uma aluna obediente, exibindo um sorriso padronizado no rosto.
Ao vê-la chegar, Arroz se aproximou e pulou em seu colo.
Giovanna abraçou o cachorro, acariciando a cabeça dele num ritmo lento e irregular.
Vendo-a daquele jeito, Gustavo realmente não sabia o que fazer com ela.
Se ela tivesse desmaiado de bêbada, ele poderia simplesmente carregá-la até a cama.
Mas ela estava ali, sentada e aparentemente "lúcida". Mesmo se ele dissesse para ela ir descansar, não era garantido que ela obedeceria.
De qualquer forma, como ela já havia chegado em casa em segurança, ele não tinha motivo para ficar. Preparou-se para ir embora.
De repente, Giovanna se levantou, colocou Arroz no chão e caminhou em linha reta na direção do banheiro.
Como os passos dela pareciam firmes, Gustavo ficou mais tranquilo. Estava quase virando as costas quando ouviu um baque surdo.
— Bom dia.
Arroz soltou um resmungo baixinho, pulou da cama e saiu correndo do quarto.
Quando voltou, trazia um sutiã branco pendurado na boca.
Ao ver a peça íntima, algo pareceu explodir na mente de Giovanna, deixando-a paralisada.
Na noite anterior, ela não tinha tirado o... bem na frente do Gustavo?
E pior: quando foi ao banheiro, ela não tinha deixado a porta aberta?
Ao lembrar que ele a tinha visto passar por tamanho constrangimento, Giovanna cobriu o rosto com as mãos. Seu corpo inteiro ferveu de vergonha, e ela desejou poder desaparecer da face da Terra ali mesmo.
Incapaz de entender o desespero dela, Arroz fez questão de soltar o sutiã bem na sua frente e esfregou a cabeça no braço dela.
Quando saiu de casa, Giovanna já havia recomposto suas emoções. Não havia nenhum traço de constrangimento em seu rosto.
Assim que chegou ao hall dos elevadores, deu de cara com Gustavo.
Ela estava prestes a dar meia-volta quando ouviu a voz dele:
— Srta. Giovanna, vamos descer juntos?
Os passos dela travaram. Com as bochechas tingidas de vermelho, Giovanna entrou no elevador de cabeça baixa, sem coragem de dizer uma única palavra a ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......