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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 434

... ela viu um pequeno cão maltês branco cair dentro da fonte d'água.

Sabrina nunca foi do tipo que se importava com problemas alheios. Mas ela bateu o olho na coleira com a placa de identificação no animal: era da marca GU.

Ela reconhecia aquela peça de uma revista de luxo; o valor passava dos três milhões. Alguém capaz de pendurar uma joia daquelas no pescoço de um cachorro só poderia ter um poder e uma riqueza inestimáveis.

Como vinha enfrentando dificuldades absurdas para fechar contratos, Sabrina viu ali uma oportunidade de ouro. Se conseguisse usar o cachorro para se aproximar do dono, seu problema com o projeto poderia estar resolvido.

Sem pensar duas vezes, correu até a fonte, tirou o cãozinho da água e o embrulhou em seu próprio casaco.

Foi quando ouviu um grito de pânico vindo de perto. Sabrina virou-se e viu uma idosa vestida com roupas de altíssima costura, acompanhada por duas empregadas, aproximando-se às pressas.

Quando a empregada viu que o amado animal de estimação de sua patroa havia sido encontrado, a angústia em seu rosto deu lugar ao alívio. Ela se aproximou para agradecer a Sabrina e tentou pegar o cão de volta.

Percebendo que a idosa sequer deu um passo à frente para agradecê-la pessoalmente, Sabrina sentiu uma pontada de decepção. Contudo, manteve o sorriso polido e educado ao falar com a empregada: — Ele acabou engolindo um pouco de água. Seria bom levá-lo a um veterinário só para garantir.

A empregada assentiu, agradeceu mais uma vez e voltou com o cachorrinho para perto da idosa.

Dona Gomes havia viajado à Cidade Nova especialmente por causa da filha. Já estava de mau humor desde que chegara, e perder Neve, seu animal de estimação, havia sido a gota d'água. Agora que Neve estava a salvo, as linhas duras de seu rosto finalmente relaxaram um pouco.

Ela ordenou à empregada: — Dê um de meus cartões de visita àquela jovem. Se no futuro ela precisar de algum favor, diga que pode me procurar.

A empregada obedeceu e entregou o cartão a Sabrina.

Quando Sabrina leu o nome gravado no papel nobre, o coração deu um salto dentro do peito. Era a matriarca da Família Gomes da Capital... a avó de Gustavo Goulart. Jamais imaginou que a criaturinha que acabara de salvar pertencesse a essa mulher.

Reprimindo a euforia, ela fingiu um ar de total desprendimento e sorriu docemente: — Fico feliz que o cachorrinho esteja a salvo. Com licença, eu já vou indo.

Ela cansou de mandar a filha tomar o controle absoluto de todo o poder e recursos dos Goulart para fortalecer os negócios da Família Gomes. Mas Zuleica nunca havia conseguido fazer isso.

Ao ver a mãe entrar no quarto, Zuleica não conseguiu conter as lágrimas e começou a soluçar: — Mãe... a culpa pela morte do Gabriel foi realmente minha?

Ela queria ser consolada por Dona Gomes.

Mas Dona Gomes sentia um asco mortal por aquela postura patética e deu um tapa violento no braço da filha: — Zuleica, você é uma filha da Família Gomes e a senhora da Família Goulart! Como ousa se esconder aqui chorando como uma mulherzinha inútil?

Desde criança, sempre que Zuleica fraquejava nos estudos ou mostrava qualquer sinal de fraqueza, era brutalmente repreendida e agredida pela mãe. O medo reverencial ainda estava encravado em seus ossos. Com o simples tom gélido de Dona Gomes, Zuleica sentou-se na cama por instinto, endireitou a coluna e pediu perdão:

— Desculpe, mãe. Eu errei.

Dona Gomes bufou com desdém: — O casamento da Paloma e do Gustavo ainda não foi resolvido? Nossa família precisa usar as rotas marítimas da Família Peixoto para os negócios, e aquele velho Landulfo se recusa a nos incluir no esquema! Se o casamento fosse selado, seríamos todos parentes e as portas estariam abertas. Já faz tanto tempo e você não conseguiu amarrar isso? O Gustavo não é o seu filho? Como ele tem a coragem de não te obedecer?!

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