... ela viu um pequeno cão maltês branco cair dentro da fonte d'água.
Sabrina nunca foi do tipo que se importava com problemas alheios. Mas ela bateu o olho na coleira com a placa de identificação no animal: era da marca GU.
Ela reconhecia aquela peça de uma revista de luxo; o valor passava dos três milhões. Alguém capaz de pendurar uma joia daquelas no pescoço de um cachorro só poderia ter um poder e uma riqueza inestimáveis.
Como vinha enfrentando dificuldades absurdas para fechar contratos, Sabrina viu ali uma oportunidade de ouro. Se conseguisse usar o cachorro para se aproximar do dono, seu problema com o projeto poderia estar resolvido.
Sem pensar duas vezes, correu até a fonte, tirou o cãozinho da água e o embrulhou em seu próprio casaco.
Foi quando ouviu um grito de pânico vindo de perto. Sabrina virou-se e viu uma idosa vestida com roupas de altíssima costura, acompanhada por duas empregadas, aproximando-se às pressas.
Quando a empregada viu que o amado animal de estimação de sua patroa havia sido encontrado, a angústia em seu rosto deu lugar ao alívio. Ela se aproximou para agradecer a Sabrina e tentou pegar o cão de volta.
Percebendo que a idosa sequer deu um passo à frente para agradecê-la pessoalmente, Sabrina sentiu uma pontada de decepção. Contudo, manteve o sorriso polido e educado ao falar com a empregada: — Ele acabou engolindo um pouco de água. Seria bom levá-lo a um veterinário só para garantir.
A empregada assentiu, agradeceu mais uma vez e voltou com o cachorrinho para perto da idosa.
Dona Gomes havia viajado à Cidade Nova especialmente por causa da filha. Já estava de mau humor desde que chegara, e perder Neve, seu animal de estimação, havia sido a gota d'água. Agora que Neve estava a salvo, as linhas duras de seu rosto finalmente relaxaram um pouco.
Ela ordenou à empregada: — Dê um de meus cartões de visita àquela jovem. Se no futuro ela precisar de algum favor, diga que pode me procurar.
A empregada obedeceu e entregou o cartão a Sabrina.
Quando Sabrina leu o nome gravado no papel nobre, o coração deu um salto dentro do peito. Era a matriarca da Família Gomes da Capital... a avó de Gustavo Goulart. Jamais imaginou que a criaturinha que acabara de salvar pertencesse a essa mulher.
Reprimindo a euforia, ela fingiu um ar de total desprendimento e sorriu docemente: — Fico feliz que o cachorrinho esteja a salvo. Com licença, eu já vou indo.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......