Mesmo que ela tivesse errado, ele era seu filho! Deveria ser compreensivo. Como podia guardar tanto ressentimento?
Os guarda-costas de Gustavo intervieram:
— Senhora, pedimos que se retire.
A Sra. Goulart sentiu-se profundamente humilhada. Não querendo perder ainda mais a pose na frente de Giovanna, ela não teve outra escolha a não ser ir embora.
O corpo de Gustavo ainda não havia se recuperado. Assim que a tensão se dissipou, a exaustão o dominou e ele acabou desabando no chão, fraco.
Giovanna correu até ele e o ajudou a voltar para a cama.
Ele segurou a mão dela e perguntou em um sussurro:
— Giovanna, você tem medo?
— Medo de quê? — perguntou ela, o olhar transbordando de compaixão.
— De que a minha mãe seja uma pessoa sem nenhum escrúpulo. Isso te assusta?
Com infinita ternura, Giovanna respondeu:
— Não tenho medo, Gustavo. Se ela te atacar, eu te protejo.
Com tudo o que havia vivido, ela havia aprendido que fugir não adiantava nada.
De agora em diante, ela seria forte. Iria proteger a si mesma e a Gustavo.
Gustavo continuou:
— E você vai se decepcionar comigo?
— Como assim? — ela perguntou, perplexa.
— Todos esperam que eu seja invencível, o escudo da Família Goulart. E se, um dia, eu não for mais tão forte?
Giovanna quase podia visualizar o peso sufocante que ele carregara durante toda a infância.
Os pais dele pareciam ser o tipo de pessoa que fugia das responsabilidades, focados apenas na própria satisfação, pouco se importando com os outros. Gustavo foi obrigado a amadurecer à força.
Como alguém que crescera sem o amparo dos pais, ela também precisou depender de si mesma para tudo. Mais do que ninguém, conhecia a angústia e a vulnerabilidade de não ter ninguém em quem se apoiar.
Ela sabia que Gustavo jamais diria aquelas palavras em circunstâncias normais. Só o estava fazendo porque estava física e emocionalmente esgotado, revelando seu coração desnudo.
Reprimindo a vontade de chorar, ela beijou gentilmente a bochecha dele:
— Não me importa quem você seja, não me importa se é forte ou não. Gustavo, eu nunca vou te abandonar.
*
Uma semana depois, a Sra. Goulart foi procurar Gustavo na empresa novamente.
Ela achava que o filho se recusaria a vê-la, mas, para sua surpresa, ele permitiu sua entrada no escritório.
Um sentimento de triunfo a invadiu.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......