Depois do trabalho, Giovanna recebeu uma mensagem de Gustavo avisando que chegaria mais tarde. Ela respondeu com um "tudo bem".
Ao chegar em casa, jantou sozinha, pegou o notebook e começou a fazer hora extra.
A campainha tocou. Quando foi atender, surpreendeu-se ao ver Lucinda.
Anteriormente, Lucinda havia dito que faria trabalho voluntário no orfanato, mas Giovanna achou que ela não aguentaria por muito tempo. Para sua surpresa, Lucinda aparecia em todas as fotos enviadas no grupo dos voluntários. Isso a fez mudar um pouco sua opinião sobre a garota.
— Precisa de algo? — perguntou Giovanna.
Lucinda respondeu, um pouco sem jeito:
— Eu vim pedir um favor.
Giovanna deu passagem para ela entrar.
Lucinda olhou para a decoração acolhedora e ficou um pouco surpresa. Quando Gustavo morava sozinho, a casa era fria e sem decorações extras, completamente diferente de agora. Ela se lembrou de uma frase que leu uma vez: se um homem solteiro permite que uma mulher invada totalmente sua casa e aceita que ela mude seus velhos hábitos, é a prova de que ele está apaixonado.
Sua forma de olhar para Giovanna mudou sutilmente.
Seu pai tinha razão, Gustavo realmente gostava de Giovanna. Se ficassem do mesmo lado que ela, talvez fosse mesmo um investimento de retorno garantido.
Giovanna não fez menção de lhe servir água. Sentou-se no sofá, esperando que ela dissesse o motivo da visita. Sua hospitalidade não era desperdiçada com quem não merecia.
Lucinda não se irritou. Foi até a cozinha, pegou um copo e serviu-se de água no bebedouro. Após beber, ela falou:
— Giovanna, o seu laboratório ainda precisa de gente? Estou falando sério. Eu estudei farmácia na faculdade e minhas notas eram boas. Embora eu não atinja os padrões do Prof. Waldemar para ser sua aluna, isso não significa que sou ruim. Além disso, mesmo tendo feito coisas contra você no passado, este mês eu fui ao orfanato fazer trabalho voluntário todos os dias, sem faltar um sequer. Então, acho que já paguei pelos meus erros. Você poderia não levar mais em conta o que aconteceu, por favor?
O real motivo de Lucinda querer ficar no laboratório de Giovanna era o boato de que eles teriam oportunidades de colaborar com Odemar no futuro. Se tornasse colega de Giovanna, poderia se aproximar de Odemar através do trabalho.
Vendo-a ser tão fria e implacável, Lucinda sentiu-se impotente.
Ela se jogou no sofá, com cara de quem não iria embora:
— Se você não aceitar, eu venho aqui todos os dias.
Giovanna a ignorou e foi para o escritório trabalhar.
Lucinda ficou muito insatisfeita ao ver que estava sendo realmente ignorada. Mas, agora que sabia que Giovanna era a mulher que Gustavo amava e alguém que não podia provocar, engoliu a raiva.
Ao notar um vira-lata e um gato rajado na sala, seu olhar se encheu de desgosto.
Giovanna criava animais sem classe nenhuma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......