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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 654

Pois é, com a origem dela, que bom gosto ela poderia ter?

Mas o fato de Gustavo permitir isso mostrava o quanto ele a mimava.

Lucinda ficou na sala até as onze da noite. Como Giovanna ainda não havia saído do escritório e Gustavo não tinha voltado, ela ficou entediada e pegou o celular para jogar. Porém, lembrando-se de que alguém tão dedicado à vida acadêmica como Odemar não deveria gostar de jogos, ela se controlou e abriu artigos científicos para ler.

Lá pelas onze e meia, ela acabou adormecendo.

Gustavo chegou exatamente nessa hora. Ao ver Lucinda, franziu a testa.

— Lucinda.

Ainda meio adormecida, Lucinda ouviu a voz autoritária de Gustavo, levou um susto, caiu do sofá e despertou completamente. Esfregando os olhos, sorriu de forma aduladora:

— Gustavo.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou ele, com repulsa.

Ela se apressou em explicar:

— Vim pedir para a Giovanna me dar um emprego. Quero trabalhar com pesquisa no laboratório dela.

Gustavo soltou uma risada sarcástica, sem piedade:

— Guarde suas segundas intenções e nem pense em ir dar trabalho para a Giovanna. Além disso, com a sua inteligência, você nem conseguiria entrar.

Lucinda não se irritou ao ser menosprezada e continuou tentando agradar:

— Gustavo, eu sei que fui meio burra antes, mas agora eu já me regenerei. Eu prometo que nunca mais farei nada para prejudicar a Giovanna.

Gustavo sabia que a personalidade dela era igual à do tio: maria-vai-com-as-outras, sempre escolhendo o lado que lhe trazia vantagens.

— Qual é o verdadeiro motivo para querer ir para o laboratório dela? — indagou.

Lucinda hesitou bastante antes de admitir:

— Ouvi dizer que eles farão uma parceria com a Universidade Nova. Ou seja, eu poderei ver o Odemar frequentemente através do trabalho.

A voz de Gustavo soou fria:

— Ele tem namorada, desista. Quando terminar seu trabalho voluntário no orfanato, volte para a Capital.

Lucinda ficou irritada:

— Eu não vou voltar. Se vocês não me ajudarem, eu dou meu próprio jeito.

— Vou ler mais alguns documentos e depois vou descansar.

— Está bem.

Gustavo saiu do escritório e ligou para o tio, pedindo que levasse Lucinda de volta para a Capital.

Juliano Gomes argumentou:

— Gustavo, dê uma chance para a Lucinda. Ela não é tão má assim. Se a Giovanna estiver disposta a orientá-la, no futuro ela será uma ótima assistente. Você quer o melhor para a Giovanna e tenta mantê-la longe das disputas da Família Goulart, mas a realidade é que ela não poderá fugir para sempre. Cedo ou tarde, ela terá que enfrentar a confusão da nossa família, a menos que vocês terminem. A Lucinda tem muitas ideias absurdas e muitos defeitos, mas ter mais um aliado dentro da família é sempre melhor do que ter mais um inimigo, não acha?

Gustavo não se deixou convencer pelas palavras dele.

— Como você sabe que ela vai ajudar em vez de atrapalhar?

Juliano sabia dos muitos defeitos da filha, mas realmente queria encontrar um porto seguro para a garota que não tinha muito juízo. Ele recuou um pouco:

— Então você pode falar com a Giovanna para deixá-la ser apenas uma assistente no começo. Dê tarefas simples a ela. Quando ela passar no teste da Giovanna, vocês decidem se devem confiar nela ou não. O que acha?

Gustavo pensou um pouco e respondeu:

— Vou considerar o assunto.

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