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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 696

O diretor daquele hospital particular era um bom amigo de Gustavo, e o médico-chefe encarregado dos seus exames de pré-natal havia sido transferido diretamente da Capital, o que a deixava extremamente tranquila.

Por coincidência, Valentina estava no mesmo hospital para uma revisão de rinoplastia.

Ela havia ido apenas para um retorno médico e jamais imaginaria esbarrar com Giovanna.

Naquele momento, uma enfermeira caminhou até Giovanna, entregou-lhe um documento, e Giovanna o pegou antes de seguir em direção à porta.

Desconfiada, Valentina começou a seguir a jovem enfermeira e ficou chocada ao ver que ela entrava na ala de obstetrícia.

As suspeitas em sua mente explodiram: Giovanna estaria grávida?

Será que ela estava escondendo de todos para tentar garantir seu lugar usando a criança assim que a barriga aparecesse?

Que mulher dissimulada!

E pensar que Giovanna sempre posava de mulher independente e focada na carreira, mas, nos bastidores, planejava usar o golpe da barriga para subir na vida.

Ela definitivamente não deixaria Giovanna conseguir o que queria.

*

Ao chegar em casa, Giovanna encontrou Ivone à sua espera.

Ivone havia levado várias frutas e petiscos adequados para gestantes.

Depois de organizar tudo em seus devidos lugares, ela se sentou para conversar com Giovanna.

— Foi fazer seus exames de pré-natal? Deixe-me ver o laudo.

Giovanna entregou-lhe os exames.

Ivone analisou os papéis com um olhar transbordando afeto.

Saber que seria avó em apenas nove meses a deixava maravilhada e emocionada.

Sua única grande preocupação era a pessoa oculta por trás de Valentina, que ainda não havia sido descoberta.

Ela rezava para que conseguissem encontrar o mandante antes do banquete de aniversário.

Como Yara havia tirado o dia de folga, não havia quem cozinhasse. Giovanna sugeriu:

— Tia Ivone, vamos sair para jantar?

Ivone concordou na hora:

— Claro! Deixa que eu reservo o restaurante. Já conheço bem a culinária da Cidade Nova e sei exatamente onde servem os pratos ideais para você.

Giovanna sorriu levemente.

— Está bem.

Lutando contra o frio paralisante, ela forçou-se a ficar de pé, avançando aos pequenos saltos.

A porta estava trancada por fora. A maçaneta não cedia.

Ela vasculhou o ambiente com os olhos e, finalmente, notou uma pequena janela de vidro no alto.

O problema era que a janela ficava alta demais para ser alcançada.

Ela tentou desesperadamente encontrar uma tesoura ou algo cortante pelo chão, mas não havia nada.

Sem opções, ela encostou a corda que prendia seus pulsos na quina de uma mesa de metal e começou a esfregá-la incessantemente, na esperança de desgastar as fibras.

Após meia hora de esforço contínuo, sua força começou a esvair-se rapidamente e sua consciência tornou-se um borrão gélido. Ela desabou no chão, incapaz de se levantar novamente.

Enquanto isso, Ivone percebeu a demora e correu até o banheiro, mas não a encontrou.

Renan e Teodoro, que guardavam a entrada do banheiro, perceberam o sumiço. Lembraram-se de um funcionário da limpeza que havia saído empurrando um latão de lixo grande. Será que Giovanna estava lá dentro?

Imediatamente, saíram correndo atrás do faxineiro.

Ivone voltou ao interior do banheiro e notou a velha porta de serviço.

Ela a abriu e caminhou até o corredor dos fundos, onde viu um elástico de cabelo caído bem em frente à câmara fria.

Ao pegá-lo, reconheceu o elástico de Giovanna. Um pavor sufocante agarrou sua garganta.

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