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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 697

Olhando para a enorme porta da câmara fria, ela começou a bater desesperadamente, gritando a plenos pulmões:

— Giovanna! Você está aí dentro?

Giovanna, ainda agarrada a um último resquício de consciência, ouviu a voz de Ivone e reuniu todas as suas forças para dar um chute fraco contra a porta.

O baque surdo fez o coração de Ivone disparar num misto de pânico absoluto e alívio.

— Você está aí dentro, não está?! Eu vou te tirar daí!

Ela correu até a cozinha para procurar ajuda e abrir a porta, mas o gerente do restaurante informou, atônito, que a chave havia sumido.

Tomada pela fúria e pelo desespero, Ivone gritou:

— Então encontrem alguém para arrombar essa porta, agora! A minha filha está lá dentro! A minha filha está lá! Ela vai morrer, tragam ferramentas imediatamente!

Os funcionários finalmente saíram do estupor e correram para ajudar.

Um dos homens mais robustos começou a golpear a porta do frigorífico, mas a estrutura blindada não cedia um milímetro.

A agonia consumia Ivone por dentro.

Foi então que ela notou a pequena janela de vidro no topo da câmara fria. Rapidamente, puxou um banco e subiu.

Através do vidro embaçado, ela viu Giovanna caída no chão, com o rosto pálido como a morte. O sangue subiu à cabeça de Ivone, e seu coração pareceu ser rasgado ao meio.

Ela olhou para trás e ordenou:

— Quebrem o vidro!

Alguém prontamente trouxe uma ferramenta pesada e estilhaçou a janela.

O problema era que o vão era minúsculo. Os homens ali presentes eram todos fortes e largos demais; nenhum deles conseguia passar.

Aflita, Ivone não hesitou.

— Me ajudem a subir! Eu consigo passar.

Ela era a pessoa mais magra do recinto. Diante da estreiteza do acesso, era a única com alguma chance.

Ela se esgueirou pela moldura quebrada. Os cacos de vidro rasgaram a pele de seus braços e pernas, mas ela sequer piscou.

Por sorte, havia uma prateleira de armazenamento logo abaixo da janela. Ela deslizou até o móvel e desceu para o chão congelante.

Correndo até Giovanna, ela tirou o próprio casaco e a envolveu firmemente, antes de lutar para desamarrar os nós apertados das cordas.

Giovanna agarrou o braço de Ivone. Sua voz não passava de um fio:

— Meu bebê... o meu bebê...

Ivone a abraçou com toda a sua força, e sua voz embargou num tremor denso:

— O seu bebê vai ficar bem. A mamãe está aqui. Não tenha medo... não tenha medo. A mamãe vai proteger você. A mamãe vai proteger o seu filho também.

Ainda atordoada pelo frio e pela falta de oxigênio, Giovanna murmurou confusamente:

Giovanna tocou o próprio ventre, e seu olhar suavizou.

Somente depois de se tornar mãe é que ela havia compreendido que a segurança de um filho importava infinitamente mais que a própria vida.

E Ivone a amava com essa mesma intensidade.

Ela apertou a mão de Ivone e chamou-a suavemente, com uma certeza profunda:

— Mamãe.

A filha que Ivone procurou tão desesperadamente durante toda a vida era ela.

Os olhos de Ivone ficaram imediatamente vermelhos. Ela a encarou, maravilhada e incrédula:

— Giovanna... você já sabe que sou sua mãe?

Giovanna deu um sorriso leve, desprovido de qualquer hesitação:

— Eu adivinhei. Você é a minha mãe.

Saber que a mãe biológica a amava tanto era a sensação mais reconfortante do mundo.

Giovanna recebeu medicação intravenosa por um dia inteiro e, gradualmente, recuperou o vigor.

Já Ivone, devido aos cortes profundos de vidro, exigia mais cuidados. Os médicos recomendaram dois dias de internação para observação e prevenção de infecções.

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