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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 819

— Gustavo, eu só queria ser boazinha e ajudar a arrumar a casa de vocês para que pudessem viver com mais conforto. Mas a Giovanna teve a coragem de chamar a polícia, dizendo que eu destruí os objetos da casa de propósito. A casa é sua, é da Família Goulart, por acaso eu não tenho o direito de mexer?

Gustavo franziu a testa e manteve o silêncio.

A Sra. Goulart continuou reclamando para a policial à frente: — Esse tipo de coisa não deveria precisar vir parar aqui, que vergonha. Mas os jovens de hoje são assim mesmo, vivem desprezando os mais velhos da família, parece que mal podem esperar que a gente vá logo para o túmulo. Não importa o que eu faça, para eles, estou sempre errada.

A policial já estava chegando aos cinquenta anos. Seu filho mais velho também tinha arrumado uma namorada e o casal frequentemente a tratava com pouco caso e cara feia.

Por isso, ao ouvir o relato da Sra. Goulart, ela se identificou totalmente.

Com a intenção de apaziguar a situação, a policial comentou: — As garotas de hoje têm um gênio terrível. Quando a gente se casava na nossa época, tínhamos que servir os sogros. Hoje em dia as sogras não só não exigem ser servidas como ainda ajudam com os afazeres da casa e cuidam dos netos, mas nada é suficiente para elas. Fazer um escândalo e chamar a polícia só por causa de uma arrumação na casa é um puro desperdício de recursos policiais.

Ao ver a policial tomar seu partido, a Sra. Goulart sentiu-se ainda mais vitoriosa.

Lucinda já não aguentava mais ouvir aquilo.

Ela mesma achava que a atitude da tia havia passado de todos os limites.

A tia não estava tentando arrumar a casa, queria apenas jogar fora tudo o que a incomodava.

Até ela percebeu que a tia só estava querendo desabafar a própria frustração.

— A culpa não foi da Giovanna — disse Lucinda, sem sequer olhar para a tia. — Eu também estava lá. Minha tia não parava de jogar as coisas fora, não tinha nada a ver com arrumar a casa.

A Sra. Goulart lançou-lhe um olhar fulminante.

Essa pirralha traidora, tanto mimo desperdiçado.

Após assistir às imagens, o rosto de Gustavo ficou ainda mais sombrio e gélido.

Ele olhou para a mãe e perguntou: — Mãe, você invade a minha casa, invade o meu quarto e, sem perguntar nada, joga minhas coisas fora. Você não acha que me deve uma explicação?

Os outros se viraram para olhar o vídeo no celular.

A policial, que até então defendia a Sra. Goulart, ficou instantaneamente sem palavras.

Pois ela pôde ver claramente a Sra. Goulart atirando para fora uma montanha de roupas e até artigos de luxo.

Aquilo não se parecia em nada com uma faxina, parecia mesmo uma retaliação calculada para infernizar o próprio filho.

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