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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 845

Giovanna ponderou por um momento e acrescentou:

— Suspeito que a criança que deu a máquina de bolhas para a Alice no parque também fazia parte do plano.

Quando Alice brincasse com o líquido, os adultos da casa certamente também seriam atingidos ao manusear a máquina.

Portanto, o ataque não era apenas contra a criança, mas também contra ela.

Ela se perguntou quem, dentro do círculo que a odiava, teria perdido a paciência e decidido apelar para um ataque sujo e direto.

Seria Paloma? Diana?

Vendo a tensão nítida no rosto dela, Gustavo a envolveu num abraço protetor.

— Nós vamos descobrir quem foi, Giovanna. Não entre em pânico, nem deixe isso te consumir. A partir de hoje, qualquer produto que entrar nesta casa passará por uma inspeção rigorosa do Renan e do Teodoro.

Ela assentiu em silêncio.

Naquela noite, Giovanna teve um sono agitado, mergulhando repetidas vezes em pesadelos.

Sentindo sua angústia, Gustavo a abraçou mais forte, tentando transmitir-lhe segurança e estabilidade contra o próprio peito.

No dia seguinte, quando Ivone voltou de seus compromissos e soube do incidente, ferveu de raiva.

— Quem é o desgraçado que está tentando machucar a minha filha e a minha neta?!

— O Gustavo já colocou a equipe em cima disso — tranquilizou-a Giovanna. — Teremos a resposta nos próximos dias.

Ivone apertou a pequena Alice nos braços, com o coração apertado.

É claro que ela queria que a filha e a neta vivessem tranquilamente na Capital, mas os membros das famílias Goulart e Gomes não brincavam em serviço. Ela morria de medo de que elas fossem feridas nesse fogo cruzado.

Vendo a preocupação estampada no rosto da mãe, Giovanna reforçou:

— Nós vamos redobrar o cuidado. Tudo será revistado antes de entrar.

A pequena Alice, completamente alheia à gravidade da situação, viu as feições sérias da mãe e da avó e, compadecida, aproximou-se para dar um beijo estalado na bochecha de cada uma.

O gesto inocente dissipou instantaneamente o clima pesado. Giovanna e Ivone sorriram, derretidas, e sentaram-se para brincar com ela.

Alice estufou o peitinho, muito orgulhosa de si mesma. Ela percebeu que, toda vez que beijava a mamãe e a vovó, elas ficavam felizes, o que lhe trazia uma satisfação enorme.

Ela usara a mão de uma criança aleatória para entregar o brinquedo e um entregador para enviar o ácido. O plano parecia infalível.

Se a pequena Alice ficasse desfigurada, Giovanna entraria em colapso mental.

E, quem sabe, se arrependesse amargamente de ter pisado na Capital e fugisse de volta para a Cidade Nova com a criança.

Era exatamente isso que Lavínia desejava.

Ela tentava justificar para si mesma que não queria *realmente* machucá-las, mas a culpa era de Giovanna, que não lhe deixara saída.

Ao entrar no apartamento, Lavínia ficou momentaneamente atordoada com o ambiente.

A decoração, simples e incrivelmente acolhedora, era o completo oposto de sua própria casa.

A sala de estar de seus pais era entupida de móveis de grife, quadros caríssimos e antiguidades. Era um ambiente que exalava riqueza, mas que não possuía uma gota de calor humano.

Ficava evidente o quanto Giovanna e Gustavo idolatravam a filha.

Duas paredes dos quartos de hóspedes haviam sido derrubadas para transformar o espaço num parquinho interno gigante, equipado com balanço, escorregador e um mar de brinquedos.

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