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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 859

O gerente da fábrica ofereceu que passassem a noite nos alojamentos vagos dos funcionários e fossem embora apenas no dia seguinte, quando a chuva parasse.

Giovanna Martins, temendo que o temporal causasse algum acidente na estrada, não teve escolha a não ser concordar.

Eles acompanharam o gerente até a área dos alojamentos. Por ser no subúrbio, o aluguel era barato. Muitos funcionários da fábrica eram casados e alugavam casas pelas redondezas, o que deixava vários quartos vazios.

Giovanna escolheu um dos mais limpos, mas não pôde deixar de notar que a fechadura da porta parecia de qualidade bem duvidosa.

Sandro Rossi, percebendo-a franzir a testa para a maçaneta, apressou-se em dizer: — Eu vou ficar no quarto ao lado. Qualquer coisa, é só me chamar.

— Não se preocupe — respondeu Giovanna. — Pode ir descansar tranquilamente.

Nesse momento, Renan saiu das sombras de um corredor e dirigiu-se a Sandro: — Eu me encarregarei de proteger a Srta. Giovanna.

Sandro arregalou os olhos, surpreso. Não imaginava que Giovanna saísse para trabalhar acompanhada de guarda-costas. Provavelmente era obra do marido dela. Os dois pareciam ter uma relação realmente invejável.

— Então, não vou incomodar mais. Vou para o meu quarto. — Sandro assentiu e entrou no aposento ao lado.

Giovanna virou-se para Renan: — Há mais quartos vazios por aqui. Você e o Teodoro podem se acomodar em um deles esta noite. Se eu precisar de algo, ligo para vocês.

— O Teodoro e eu vamos nos revezar na porta — retrucou Renan, irredutível. — Este lugar é isolado demais. Se acontecer qualquer imprevisto, não teremos como prestar contas ao Sr. Gustavo.

Sabendo que seria inútil discutir, ela apenas assentiu: — Tudo bem.

À noite, Giovanna ligou para Gustavo Goulart e relatou o ocorrido.

— O vento está realmente muito forte — a voz de Gustavo soou pelo alto-falante, transbordando um carinho profundo e impecável. — É melhor você ficar por aí mesmo, meu amor. Renan e Teodoro vão cuidar muito bem da sua segurança. E não se preocupe com a Alice, eu vou fazê-la dormir.

Com Gustavo em casa cuidando da pequena Alice, Giovanna sentiu o coração tranquilo.

O som da chuva e dos ventos uivantes preenchia o lado de fora. Giovanna trancou bem as janelas, leu alguns relatórios de trabalho e, por volta de meia-noite e meia, preparou-se para dormir.

De repente, ouviu passos furtivos do lado de fora.

Vendo que sua mentira ridícula não colaria, o segurança cuspiu palavras sujas: — E daí se eu entrei de propósito? Você é uma mulherzinha jovem, vem para um lugar isolado desses acompanhada de um homem, dirigindo um carrão daqueles... Sabe-se lá o que você faz para ganhar dinheiro! Eu só queria me divertir um pouco. Qual é o problema? Se outros caras podem brincar com você, por que eu não posso?

Ouvindo tamanha nojeira, Renan não hesitou. Acertou-lhe um soco brutal no rosto, arrancando-lhe os dentes da frente.

Com a boca jorrando sangue, o homem finalmente sentiu o terror e não ousou emitir mais nenhum som.

Sandro achou que Giovanna estaria em pânico ou chorando, mas, para sua surpresa, ela manteve uma frieza inabalável durante todo o episódio.

Ela olhou para Renan e deu a ordem, sem um pingo de hesitação na voz: — Amarrem-no. Assim que amanhecer, chamem a polícia e entreguem-no. Pela facilidade com que destrancou a porta, deve ser um criminoso habitual. Peçam para investigarem a ficha criminal dele.

— Entendido. — Renan assentiu.

Vendo que Giovanna não precisava de consolo algum e frustrado por ter dormido pesado a ponto de não conseguir bancar o herói, Sandro disse, sem jeito: — Bom, acho que vou voltar a dormir então.

Giovanna apenas acenou com a cabeça.

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