Na manhã seguinte, o gerente da fábrica tomou conhecimento do ocorrido. Horrorizado, desferiu um chute furioso no segurança, demitiu-o na mesma hora e acionou a polícia.
A chuva havia finalmente parado. Sem a menor vontade de prolongar sua estadia ali, Giovanna caminhou diretamente para o estacionamento ao lado de Renan.
O chão estava repleto de poças e lama. O tênis branco dela afundava na água suja a cada passo, mas sua expressão permanecia impassível, sem um único franzir de testa.
Sandro, caminhando logo atrás, observava-a com fascínio. Era uma mulher verdadeiramente fora do comum. As beldades que ele conhecia costumavam ser frágeis e cheias de frescuras. Era raro encontrar alguém tão inteligente, resiliente e disposta a enfrentar os perrengues do trabalho de cabeça erguida.
Foi a primeira vez que ele sentiu o coração palpitar de um jeito diferente.
No entanto, logo forçou-se a sufocar aquele sentimento.
Ao retornarem à cidade, Sandro e Giovanna seguiram caminhos opostos. Durante o trajeto, Karla Rocha ligou para ele.
— ...Então vocês foram para o subúrbio ontem à noite e até dormiram por lá? Por que não aproveitou a oportunidade? Sandro, você é tão bonito, sempre teve as mulheres aos seus pés. Se tentasse de verdade, aposto que conseguiria seduzir a Giovanna. — O tom de Karla carregava um veneno mal disfarçado.
Ela não suportava ver a filha de Ivone vivendo bem. Se Sandro conseguisse destruir o relacionamento de Giovanna e Gustavo Goulart, seria a vingança perfeita.
Sandro recordou a expressão fascinante de Giovanna na noite anterior, e seu coração errou algumas batidas.
Ele era muito grato à prima por ter bancado seus estudos na universidade e no exterior. Por isso, estava disposto a ajudá-la no que fosse possível. Inicialmente, ele até pensou em brincar com Giovanna, seduzi-la apenas por diversão. Mas nunca imaginou que o primeiro a cair na própria armadilha seria ele mesmo.
Sandro esfregou os cabelos, irritado. Sem dizer mais nada, desligou a chamada.
*
Quando Giovanna chegou em casa, já eram dez da manhã.
Quando a pequena Alice acordou e viu que o papai e a mamãe estavam em casa, começou a pular de alegria pela casa.
Após o almoço, embora Alice não quisesse que eles saíssem, despediu-se dos pais com muita obediência.
Assim que Giovanna chegou ao escritório, Lucinda Gomes se aproximou: — Fiquei sabendo que vocês quase passaram por um perigo na fábrica de equipamentos ontem à noite.
Giovanna assentiu: — Ainda bem que o Renan estava lá e pegou o cara.
Lucinda baixou a voz, conspiratória: — Eu tenho o contato do assistente do gerente da fábrica. Ele me contou uma fofoca agorinha. O segurança teve os dois braços quebrados de um jeito brutal. Me diz uma coisa, será que o Gustavo tem algo a ver com isso?
Giovanna piscou, genuinamente chocada: — Por que você pensaria isso? O Gustavo não é um homem violento. Ele é a pessoa mais gentil e cavalheira que eu conheço.
Lucinda ficou sem palavras.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Autora ta enrolando demais, que chatissr essa relação Lucas & Giovana, nunca fala a real que existe certidão de casamento Vc colocou a personagem como idiota, submissa Puts ta uma merda.......
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......