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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 943

Ao ver a desfaçatez de Célia em mentir na cara dura, Giovanna retrucou com sarcasmo:

— Se você estava pagando alguém para fazer um serviço, por que era a pessoa quem estava transferindo dinheiro para você, e não o contrário?

Célia ficou muda, sem ter como responder.

Giovanna prosseguiu, com o tom de voz gélido:

— Alguém do seu caráter não pode permanecer na minha casa. Quem me garante que, na próxima, você não vai vender a casa inteira pelas minhas costas? Arrume as suas coisas e vá embora hoje mesmo.

Ranjendo os dentes e percebendo que não tinha outra saída, Célia decidiu apelar de vez: ajoelhou-se no chão, debulhando-se em lágrimas, implorando para que Giovanna lhe desse mais uma chance.

Ela achava que, por ser jovem, Giovanna acabaria amolecendo o coração e a manteria no emprego.

No entanto, a expressão de Giovanna sequer vacilou.

— Se você não for embora por bem, eu vou dar parte na polícia. E quando eu entregar as provas do que você roubou, sua ficha criminal ficará manchada e você nunca mais conseguirá trabalhar nessa área.

A empregada jamais imaginou que a patroa seria tão impiedosa. Sem coragem de continuar fazendo cena, Célia recolheu suas coisas, cabisbaixa, e foi embora.

No dia seguinte, o Tio Wang chegou acompanhado de Lúcia.

Lúcia era a nova profissional de cozinha que Ivone havia indicado.

Giovanna acenou educadamente e a convidou a entrar.

Lúcia era de poucas palavras, mas muito ágil no serviço, preparando o café da manhã em um piscar de olhos.

Ao perceber que Giovanna já se preparava para sair, ela, muito atenciosa, arrumou tudo em uma marmita térmica para que a patroa levasse ao trabalho.

Giovanna pegou o recipiente e seguiu para a empresa.

Ao chegar ao escritório, ela abriu a marmita: havia dois ovos fritos perfeitos, uma porção de guiozas de camarão grelhados e brócolis cozido no vapor.

Lucinda Gomes entrou na sala e, sentindo o aroma maravilhoso, perguntou curiosa:

— Giovanna, você trocou de cozinheira em casa? Esse café da manhã está cheirando muito bem.

Antes, quando Giovanna não tinha tempo de comer em casa, também trazia o café da manhã para o escritório.

Lucinda tinha visto algumas vezes, mas a comida era sempre tão insossa que nem dava vontade de olhar.

Além disso, a antiga empregada parecia gostar de preparar sempre a mesma coisa, raramente variando o cardápio.

Era preciso ter a paciência de Giovanna para tolerar uma funcionária daquelas.

— Você não tem olho clínico para escolher empregados. Se tivesse, não teria escolhido uma inadequada da última vez. Numa família como a nossa, não se pode ficar trocando de funcionários o tempo todo, senão quem garante que os assuntos internos da casa não vão vazar? O ideal é arrumar alguém leal, que faça o serviço direito, e mantê-la a longo prazo. Giovanna, você ainda é jovem e tem muito a aprender.

Ao perceber que a sogra estava tentando usar a sua autoridade para lhe dar lição de moral, Giovanna sentiu certa repulsa.

Com um tom distante, ela cortou a conversa:

— Dos assuntos da minha casa, eu mesma cuido. Tenho que voltar a trabalhar, então não poderei continuar essa conversa agora.

E desligou sem esperar resposta.

A Sra. Goulart ficou fuzilando o celular com o olhar, furiosa.

Ela se virou para Célia, que estava no canto chorando e clamando injustiça, e esbravejou, impaciente:

— Você não tem cérebro mesmo. Por causa de um dinheirinho, perdeu um emprego que pagava vinte mil. O subsídio que eu lhe dava não era pouco. Você precisava mesmo desviar aquele trocado das compras?

Célia gaguejou, incapaz de formular uma frase coerente.

A Sra. Goulart fez um gesto de desprezo com a mão.

— Chega, suma daqui. Eu não tolero lixo inútil na minha presença.

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