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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 944

Célia tinha a intenção de pedir o seu antigo cargo de volta, mas, ao perceber que a Sra. Goulart a estava expulsando, entrou em desespero:

— Senhora, não pode me dar mais uma chance?

Sra. Goulart respondeu com frieza implacável:

— A chance eu já lhe dei. Se você não soube aproveitar, de quem é a culpa? Pare de choramingar no meu ouvido, esse teatrinho não funciona comigo. Suma daqui, agora.

Os seguranças se aproximaram prontamente para retirar Célia à força.

Percebendo que não conseguiria reverter a situação, a mulher não teve escolha senão ir embora com os olhos vermelhos.

Sra. Goulart tomou um gole de chá e suspirou, desgostosa:

— Não sobra ninguém que preste.

*

O sábado marcou o aniversário de Ivone.

Giovanna havia reservado uma mesa num excelente restaurante com antecedência.

Ela, Gustavo e a pequena Alice chegaram primeiro ao local.

Como o restaurante também celebrava o seu próprio aniversário de inauguração naquele dia, havia uma orquestra clássica convidada para se apresentar.

Quando eles chegaram, os músicos estavam justamente entrando no salão.

Gustavo pegou a filha no colo e, de maneira protetora, puxou Giovanna de lado para abrir passagem.

A pequena Alice arregalou os olhos, fascinada com a variedade de instrumentos musicais brilhantes que passavam por ela.

Só depois que o grupo entrou é que a família os seguiu para dentro.

Giovanna sorriu levemente:

— Acertamos na mosca o horário. Essa orquestra é bem famosa. Minha mãe com certeza vai adorar ouvir uma música tão bonita hoje.

Desde a trágica perda dos gêmeos, Ivone havia deixado de comemorar o próprio aniversário por muitos anos.

Saber que a filha organizara aquela festa enchia o seu coração de alegria.

Odemar já havia enviado os seus presentes logo cedo, avisando que, à noite, levaria Kátia para jantar com ela em casa.

Ciente da rotina exaustiva do filho, que vivia na ponte aérea por causa de um relacionamento à distância, Ivone compreendia perfeitamente o seu cansaço. Pediu apenas que ele priorizasse Kátia. Para ela, contanto que o relacionamento dos dois estivesse estável, isso já bastava para deixá-la feliz.

A felicidade dos filhos importava infinitamente mais do que qualquer festa de aniversário sua.

Ao entrar no restaurante, a pequena Alice correu para abraçá-la, chamando-a de "vovó" com a voz mais doce do mundo.

O coração de Ivone transbordou de contentamento.

Firmino Peixoto pegou a neta no colo e sentou-se ao lado da esposa.

Giovanna entregou o cardápio para Ivone:

— Mãe, dá uma olhada no que você quer comer. Daqui a pouco ainda tem a apresentação para a gente assistir.

Com os olhos sorridentes, Ivone aceitou:

— Está bem.

Todos os pratos que ela pediu eram os favoritos de Giovanna.

O bolo de aniversário foi servido e todos cantaram os parabéns para Ivone.

Ela fez um pedido, soprou as velinhas e sentiu que o resto da sua vida estava, finalmente, completo.

Ao notar que os olhos dela estavam marejados, Firmino entregou-lhe um lenço:

— Em um dia tão feliz, nada de lágrimas.

Ivone concordou com a cabeça:

— Eu sei, eu sei. É só que eu não consegui segurar.

Ninguém a compreendia melhor do que Firmino. Ela havia passado quase trinta anos amargurada, precisando de visitas regulares a psicólogos e tomando antidepressivos. Como ela poderia não chorar de alegria agora que todos os seus filhos estavam ao seu lado?

Giovanna a observava com um sorriso caloroso:

— Mãe, a partir de agora, nós vamos comemorar todos os seus aniversários.

— Combinado.

Alice bateu palminhas na cadeira:

— A vovó vai cortar o bolo!

Controlando a emoção, Ivone se apressou em cortar o primeiro pedaço para a neta.

A refeição seguiu em família, repleta de amor e harmonia.

Porém, em outra mesa do mesmo restaurante, a Sra. Goulart assistia a tudo de longe, enchendo-se de amargura.

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