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Ele Me Traiu… ou Eu Enlouqueci? romance Capítulo 125

O carro entrou na garagem subterrânea do Centro Médico Belle.

Os contatos da Davia eram realmente fortes; Isabela foi internada na suíte VIP sem problemas e tomou uma injeção para segurar a gravidez.

Naquele dia, o desgaste mental fora maior que o físico. Ruana já cochilava no sofá, com a cabeça pendendo.

Davia, por outro lado, estava agitada, confirmando a segurança com a enfermeira.

— Atenção aqui: especialmente se aparecer um homem bonitão, dizendo que é parente da paciente, mandem ele para fora imediatamente!

Ela colocou as mãos na cintura:

— Se deixarem entrar, vou reclamar com o diretor! Vou expor o hospital na minha live!

A enfermeira, intimidada, assentiu repetidamente.

Isabela sentiu que estava tudo bem e disse:

— Podem ir, tem enfermeira aqui, eu fico bem.

Ruana recusou:

— Não vou. Minha maquiagem borrou, vou assustar as pessoas na rua.

Isabela sabia que ela era dura nas palavras, mas mole de coração. Olhando para o rosto realmente borrado da Ruana, sentiu ternura.

— Então dorme na cama, é grande.

— Ah, para, vai que você morre do meu lado. — Ruana chutou os sapatos de salto alto e se encolheu numa bola. — Não me incomodem, estou morta de sono.

Davia, vendo a cena, também se recusou a sair e se jogou na outra poltrona de acompanhante.

Isabela sorriu e também fechou os olhos.

O mundo finalmente estava em silêncio. Sem brigas, sem acusações, a tela do celular escura.

Ela colocou a mão sobre o ventre.

Precisava recuperar a saúde.

Pelo filho que ainda nem estava formado, e por ela mesma.

Quanto ao que aconteceria quando o Henrique fosse ao hospital amanhã...

Isso era problema para amanhã.

Antes disso, ela se permitia ser uma tartaruga encolhida no casco, nem que fosse por uma noite.

...

Hoje, não importava o que ela dissesse de ruim, mesmo que jogasse o frasco de soro nele, ele aguentaria.

Desde que ela tomasse a sopa e recuperasse a saúde.

Ele parou na porta da sala de observação, ajustou a expressão e repassou o discurso mentalmente.

Assim que tocou na maçaneta, a porta se abriu.

Uma funcionária da limpeza saiu empurrando um carrinho e quase trombou com ele.

— Ai, cuidado, rapaz.

Henrique desviou e olhou para dentro.

Ninguém na cama.

O lençol estava dobrado perfeitamente, a mesa de cabeceira vazia, não havia sobrado nem um lenço de papel.

O coração de Henrique falhou uma batida. Ele segurou o braço da funcionária:

— Por favor, onde está a paciente desta cama?

— Hã? — A senhora olhou para ele com estranheza. — Teve alta, foi embora ontem à tarde.

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