A expressão no rosto de Camille era como se tivesse pego Andreia traindo, orgulhosa e exibida.
— Andreia, quando nós mulheres nos casamos, não podemos ficar muito próximas de outros homens. Desse jeito... onde é que fica o rosto do Osvaldo? — Camille segurou o braço de Osvaldo, com um ar compreensivo: — Se fosse eu, com certeza ficaria em casa cuidando do marido e dos filhos, jamais ficaria atraindo homens lá fora.
Veja só, essa é exatamente a diferença entre mim e você.
Andreia Martins, se você tiver juízo, é melhor se divorciar do Osvaldo.
Caso contrário... eu não vou deixar você em paz.
Andreia já não se importava com esses comentários; na verdade, para ela, essas palavras não causavam o menor impacto.
— Se você é tão capaz, por que não o convence a se divorciar de mim primeiro? Assim você pode assumir o lugar, não é?
— Você...
Osvaldo interrompeu Camille diretamente. Ele franziu a testa para Andreia, com um tom cheio de questionamento: — Me explique direito, por que você saiu do carro do Lucca Valente?
Osvaldo sabia que não era permitido haver mulheres perto de Lucca.
Fossem assistentes ou altos executivos, noventa por cento eram homens; todo o império comercial dele era quase um mundo masculino.
Mas agora, Lucca levava Andreia com ele a todo momento, levava-a ao leilão, levava-a para inspecionar os balcões e, agora, os dois saíam sozinhos até no meio do dia...
A mente de Osvaldo estava uma bagunça. Ele não ousava pensar além, mas não conseguia evitar.
A Andreia o havia traído?
Ela estava com o Lucca?
Esse pensamento era como um fogo, queimando seus órgãos internos de dor.
Vendo que Andreia não dizia nada, ele continuou a questionar: — Para onde vocês foram? No meio do dia, um homem e uma mulher sozinhos...
Ele não terminou a frase, mas o significado já era muito claro.

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