Andreia arregalou os olhos.
Quatro mil? Neste condomínio?
Esse valor não dava nem para cobrir a taxa de condomínio de um mês desse apartamento.
— Sr. Valente, isso não é apropriado...
— O que tem de inapropriado? — Lucca a interrompeu: — Apenas considere que está cuidando da casa para mim. Você cuida de toda a limpeza, e eu não me preocupo com água e luz.
Andreia olhou para ele, e algo se agitou em seu coração.
Ela sabia que Lucca estava a ajudando, usando essa forma para que ela morasse com tranquilidade, dignidade e segurança.
— Mas... — Ela ainda estava um pouco hesitante.
— Sem mas. — A atitude de Lucca foi muito firme: — O sistema de segurança daqui é muito bom, quem não é proprietário não entra. O Osvaldo não vai encontrar este lugar e também não vai conseguir entrar.
Ele fez uma pausa e continuou: — Daqui a pouco eu te levo na administração para registrar suas informações, e vai ficar mais fácil para você.
Se Andreia não viu errado, Lucca pareceu ter olhado o celular agora pouco.
Alguém com o status de Lucca não poderia fazer tudo sozinho.
Pelo visto... ele deve ter consultado o assistente.
Ela abaixou a cabeça e hesitou por um momento, mas acabou aceitando a gentileza de Lucca. O peso das palavras "Osvaldo não vai conseguir entrar" era realmente muito grande.
— Obrigada, Sr. Valente. — A voz dela soou um pouco rouca.
Lucca assentiu, virou-se e foi até a porta.
Ele parou, sem olhar para trás.
— Você mesma arranja alguém para trazer as suas coisas até a entrada do prédio, a administração entregará na porta.
— Tá bom.
Andreia olhou com muita gratidão para tudo o que estava acontecendo, como se fosse um sonho. Ela realmente... aceitou a ajuda do Sr. Valente.
Os dois foram à administração registrar as informações antes de saírem.


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