O escritório continuava silencioso, mas a atmosfera estava visivelmente mais relaxada.
Alguém soltou um suspiro disfarçado, outro enxugou o suor da testa discretamente.
Quem entre eles era tão corajoso quanto Andreia?
Fazer o convite diretamente!
Lucca olhou para Andreia, e os cantos de sua boca se moveram levemente. Aquele gesto foi muito sutil, mas Andreia percebeu uma satisfação quase imperceptível em seu rosto.
Ela só não sabia com o que o Sr. Valente estava satisfeito.
Havia até um sorriso imperceptível nos lábios dele, o que tornava tudo ainda mais incompreensível.
— Que horas? Onde? — Ele perguntou.
Andreia paralisou novamente. Ela não esperava que ele realmente perguntasse. Ela instintivamente olhou para Ricardo, e Ricardo assentiu para ela.
Tudo bem, já que o chefe assentiu, era melhor aceitar.
— Hoje à noite, às sete, no... — Ela pensou um pouco e disse o nome de um restaurante que já havia visitado.
Lucca murmurou em concordância, virou-se e caminhou em direção à porta. Depois de dar dois passos, ele parou, sem olhar para trás.
— Chegarei na hora.
Então ele saiu, e o som de seus passos ficou cada vez mais distante, desaparecendo no final do corredor.
O escritório ficou em silêncio por exatos três segundos, e então explodiu em alvoroço.
— Meu Deus! O Sr. Valente vai vir?!
— Andreia, você é incrível demais, conseguiu convidar o Sr. Valente!
— Será que eu deveria voltar e trocar de roupa?
— Pare de sonhar, o Sr. Valente vem por causa da Andreia, não por sua causa.
— Então eu também vou me arrumar bem, vai que o Sr. Valente olha para mim mais uma vez?
— Só eu acho isso incrível? E um pouco inacreditável, porque eu ouvi um tom de satisfação na voz do Sr. Valente.
Ricardo bateu palmas, chamando a atenção de todos de volta: — Chega, chega, parem de brincadeira. Terminem o trabalho antes do fim do expediente, não deixem o Sr. Valente chegar e ver vocês enrolando.
— Entendido, chefe!

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