Andreia: "......"
Será que eles entenderam algo errado?
Isso estava um pouco estranho, não?!
Ela olhou para Ricardo como se pedisse socorro, querendo trocar de lugar com o chefe.
No entanto, Ricardo parecia ter instalado um bloqueador de sinal, não recebendo a mensagem dela de forma alguma. Em vez disso, ele olhava para o cardápio, apontando para os itens.
Lucca olhou para Andreia e ergueu levemente as sobrancelhas: — Tem agulhas na cadeira?
Andreia voltou a si e balançou a cabeça rapidamente: — Não, não.
Ela respirou fundo, fingiu calma, caminhou até lá e sentou-se no lugar ao lado de Lucca.
O movimento foi muito natural, mas só ela sabia que seu coração batia rápido como um tambor.
Só então Lucca sentou-se satisfeito.
A expressão dele continuava calma, mas Andreia sentia que os cantos da boca dele estavam um pouco mais erguidos do que o normal.
Os pratos foram servidos um a um. Os colegas bebiam e conversavam, e a atmosfera ficava cada vez mais animada.
Andreia estava sentada ao lado de Lucca. De vez em quando, ela pegava um pouco de comida, de vez em quando bebia um gole de água, tentando parecer menos nervosa.
Depois de alguns copos de bebida, alguém começou a falar mais.
Uma colega jovem levantou-se com a taça na mão, o rosto levemente vermelho, e olhou para Andreia com os olhos brilhantes.
— Andreia, não me ache atrevida pelo que vou dizer. — A voz dela carregava o efeito do álcool, mas era muito sincera: — Aquelas palavras que você disse na coletiva de imprensa foram muito corajosas. Eu te admiro muito, de verdade. Se eu passasse por algo assim, com certeza não conseguiria fazer como você.
Alguém ao lado concordou: — É verdade, é verdade, Andreia. Nós todos te apoiamos, você com certeza vai conseguir o que deseja.
— Não importa o que aconteça, você ainda tem a gente.
— Isso mesmo, não é uma pena se separar de um homem desses.
Os colegas falavam todos ao mesmo tempo, e cada palavra carregava uma bondade sincera.

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