Osvaldo ficou boquiaberto na hora, olhando para Andreia sem acreditar: — Você está falando sério?
Ele a encarou, como se a conhecesse pela primeira vez. A voz dele aumentou um pouco, com uma irritação incontrolável: — Você pode parar com o escândalo? Eu não concordo com o divórcio!
Ele ainda nem tinha se recuperado do que aconteceu agora há pouco.
Depois de gritar, ele encarou aquele cartão de banco com força.
Três anos.
O dinheiro que ele depositou centavo por centavo, ela não tinha tocado em nada.
Ele de repente sentiu a garganta apertada, como se tivesse algo entalado ali, não descia e não saía.
Ele abriu a boca querendo dizer algo, mas não conseguiu soltar uma palavra.
Geovana olhou para o próprio filho decepcionada, com a testa franzida.
— Você é burro? — Ela foi até lá e puxou o braço de Osvaldo de uma vez: — Se não divorciar agora, você planeja divorciar quando? Esperar ela dividir os seus bens?
— Mãe! — Osvaldo soltou a mão dela, com raiva na voz: — O dinheiro que eu ganho já tem metade dela, é justo ela gastar o meu dinheiro. Nós não vamos nos divorciar, muito menos dividir bens!
Ele nunca imaginou que Andreia estaria falando sério.
Aquele cartão foi como um tapa na cara dele, um tapa que doeu muito.
O dinheiro que ele dava ela não usava, os presentes que ele dava ela não ligava, o aniversário dele ela não se importava.
O que ela queria afinal?
Geovana teve a mão solta pelo filho, e o rosto ficou pior ainda.
— Você... Osvaldo, essa mulher não serve para você. — Ela apontou para Andreia, com os dedos tremendo de leve: — Se não fosse eu a oprimindo nesses anos, ela já teria começado a acabar com o seu patrimônio!
Bum...
Osvaldo levantou a cabeça na hora sem acreditar, olhando para Geovana em choque.
— Mãe, o que a senhora disse agora? — A voz dele estava muito baixa, como se estivesse confirmando se não tinha ouvido errado: — Foi a senhora mesma que fez por trás?

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