Osvaldo ficou atônito.
— O que você quer dizer?
Ele achou que só um louco daria crédito às palavras de Andreia.
Eles estavam juntos há tantos anos, Andreia era a pessoa que menos conseguia viver sem ele, como poderia ser verdade que ela não o amava mais? Era mentira, com certeza era mentira.
— Não quero dizer nada. — Andreia fechou os olhos novamente, com um tom indiferente: — Não íamos para o hospital pedir desculpas à Camille? Não perca tempo.
A atitude fria dela deixou Osvaldo um pouco em pânico, como se estivesse prestes a perder algo importante.
**
Ala de internação do hospital.
Camille estava encostada na cama do hospital mexendo no celular, ouviu o barulho da porta, levantou a cabeça e um sorriso doce se abriu imediatamente em seu rosto.
— Osvaldo, você chegou! — A voz dela era suave, com um tom manhoso: — Achei que você não ia voltar depois de ir para casa.
Então ela viu Andreia atrás de Osvaldo.
O sorriso dela congelou por um instante, mas logo voltou ao normal.
— Andreia, você também veio... — A voz dela era cautelosa, com um toque de mágoa: — Não entenda mal, eu só sofri um acidente e não conheço ninguém na Capital, por isso liguei para o Osvaldo, você...
Ela abaixou a cabeça, torcendo a ponta da coberta com os dedos, e sua voz foi ficando cada vez mais baixa: — Se você estiver chateada, pode me bater.
Andreia ficou na porta, olhando para Camille na cama do hospital, ela fingia muito bem.
— Onde você se machucou? — Andreia perguntou de repente.
Camille ficou surpresa: — Hã?
— Perguntei onde você se machucou. — Andreia entrou e parou no pé da cama: — Na perna? Na cintura? Ou na cabeça?
Camille ficou um pouco confusa com a pergunta e olhou instintivamente para Osvaldo.
— A perna... machuquei a perna. — Ela disse em voz baixa: — O médico disse que preciso ficar em observação.


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