Osvaldo olhou para ela com um sorriso fraco no canto dos lábios: — Ficou bonito em você.
Camille Rios pegou outra roupa e a mediu no corpo: — E esta aqui?
— Se você gostou, compre tudo. — O tom de Osvaldo era bem casual, como se estivesse mimando uma criança.
Os dois estavam bem perto um do outro, parecendo ter uma ótima relação. Osvaldo olhou para ela com uma ternura que Andreia não via há muito tempo.
Andreia ficou na porta da loja, observando a cena sem expressão no rosto.
Os seus olhos passaram de Osvaldo para Camille, depois para os braços entrelaçados dos dois. Por fim, abaixou o olhar para o chão, perto dos seus próprios pés.
Lucca também viu.
Seu olhar passou por Osvaldo e pousou no rosto de Andreia. Ele não disse nada, apenas permaneceu em silêncio ao lado dela.
Quando Osvaldo levantou a cabeça, viu Andreia.
O sorriso dele congelou no rosto, e um brilho de pânico cruzou os seus olhos. Instintivamente ele deu meio passo para trás, como quem é pego cometendo uma vergonha.
Camille ainda estava provando roupas e não percebeu o movimento na porta.
Osvaldo abriu a boca para falar, mas não sabia o que dizer.
Seu olhar foi do rosto de Andreia para o de Lucca, e depois voltou. Seus lábios se moveram, e sua voz saiu um pouco seca.
— Andreia, eu... — Sua voz estava baixa, com uma explicação culpada. — Eu só a trouxe para comprar uma bolsa. Sobre o que aconteceu ontem, eu a entendi mal, eu... nós só estamos escolhendo algumas roupas de passagem...
Andreia olhou para ele, com um olhar tão calmo como se estivesse vendo um estranho.
— O Sr. Madeira não precisa se explicar para mim. — Sua voz soou neutra. — Nós não temos mais nada a ver um com o outro.
Osvaldo ficou sem reação com aquelas palavras. A cor do seu rosto mudou várias vezes enquanto ele apertava tanto as sacolas nas mãos que as articulações dos dedos ficaram brancas.
Camille finalmente notou o movimento na porta.
Ela virou a cabeça e viu Andreia. O sorriso em seu rosto congelou por um instante, mas logo voltou ao normal.
Ela soltou a roupa, caminhou até Osvaldo e segurou levemente o braço dele, com um movimento tão natural como se já tivesse feito isso inúmeras vezes.
— Andreia. — Sua voz era suave, com uma surpresa na medida certa: — Que coincidência, você também veio fazer compras?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Pensou Que Eu Só Ia Chorar