— Ah...
Um som seco ecoou por todo o salão silencioso, e todas as pessoas ali ficaram paralisadas.
O rosto de Camille foi virado para o lado com o golpe, e ela escorregou da cadeira, caindo de joelhos no chão.
Uma marca vermelha apareceu em seu rosto. Ela cobriu o rosto e olhou para Andreia com incredulidade, os olhos cheios de medo.
Osvaldo levantou-se bruscamente.
— Andreia! O que você está fazendo! — A voz dele soou alta, carregando uma raiva incontrolável, e seus olhos estavam cheios de reprovação.
Andreia virou a cabeça e olhou para ele, com a voz fria: — O quê? — A voz dela era muito suave: — Vai me bater no lugar dela?
Osvaldo engasgou com aquelas palavras.
Suas mãos se fecharam em punhos, os nós dos dedos ficando brancos, mas ele não conseguiu levantá-las.
Ele só não queria que Andreia complicasse as coisas para Camille, não tinha a intenção de bater nela.
Por que, por que Andreia sempre distorcia as intenções dele?
— Ela fez algo errado, então merece ser punida. — A voz de Andreia não era alta, mas cada palavra saía muito nítida: — Esse tapa era o que ela me devia.
Ela abaixou a cabeça e olhou para Camille, que ainda estava ajoelhada no chão.
— Camille, eu te aviso, a partir de hoje, fique longe de mim. Eu não tenho essa intimidade com você. — A voz de Andreia carregava um aviso: — Não apareça mais na minha frente, não tenha mais essas ideias tortas.
A voz dela era muito calma, tão calma como se estivesse falando de algo extremamente comum.
— Da próxima vez, não será apenas um tapa.
Camille cobriu o rosto, tremendo da cabeça aos pés, sem ousar dizer uma palavra.
Andreia continuou: — Você gosta do Osvaldo, é só levar. Eu não vou morrer por causa de um homem, e você não precisa buscar validação comigo.
Andreia se virou, sem dar a Osvaldo a chance de falar.
Ela voltou ao seu lugar, sentou-se, virou a cabeça e olhou para Lucca.
— Desculpe, Sr. Valente. — A voz dela soou um pouco leve. — Causei problemas para você.
Lucca olhou para ela, e os cantos de sua boca se moveram levemente.
Aquela expressão não chegava a ser um sorriso, mas trazia algo reconfortante.
— Não foi problema. — Ele disse. — Você fez muito bem.

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