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Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 327

Com suas ações desmascaradas por Napoleão, um traço de constrangimento cruzou o rosto de Hortência. Ela hesitou por um momento, e Napoleão pressionou, impaciente: — Foi ou não foi?

Percebendo que não tinha como escapar, Hortência respondeu de forma evasiva: — Pai, a culpa não é totalmente minha.

— Tudo isso só aconteceu porque o Tadeu fugiu do casamento para ir atrás dela. Eu fiquei com muita raiva. Pai, a Glaucia fez tantas coisas antes, fez a família Pires passar a maior vergonha. Eu só queria lavar a nossa honra.

Vendo que a expressão de Napoleão continuava péssima, Hortência tentou acrescentar mais algumas palavras, mas o resultado foi apenas inflamar ainda mais a fúria dele.

Napoleão deu um tapa com as costas da mão no rosto de Hortência: — Lavar a honra? Você só me traz mais problemas!

— Sua idiota inútil, não percebe que não tem cérebro? Não serve para fazer nada direito. Nem ficar no seu lugar e se comportar você consegue?

— Pense muito bem agora. Tem mais alguma coisa que você fez pelas minhas costas?

Hortência levou a mão ao rosto, sentindo a cabeça zumbir com a força do golpe. E por ironia do destino, Napoleão havia batido exatamente no mesmo lugar onde Fabiana a agredira durante o casamento.

Agora, ela podia sentir a bochecha queimar, ardendo intensamente enquanto inchava.

Com os olhos cheios de lágrimas, ela olhou para Napoleão e viu que o rosto dele também estava cheio de hematomas, marcas dos socos que levara dos parentes da família Galvão durante a confusão no banquete.

Com aquela expressão distorcida pelo ódio, Napoleão parecia um demônio saído do inferno, pronto para devorá-la.

O corpo de Hortência encolheu-se involuntariamente. Ela lembrou-se dos parentes da família Galvão que havia instigado a ir atrás de Glaucia. O pânico subiu à garganta, mas ela logo o engoliu.

Já havia se passado uma noite inteira desde que os mandara lá. Se algo tivesse dado errado, Glaucia já teria vindo tirar satisfações. Como não houve nenhum barulho até agora, significava que o problema não respingaria nela.

E ela certamente não iria confessar tudo aquilo bem no auge da raiva de Napoleão.

Pensando nisso, Hortência balançou a cabeça de forma categórica: — Não tem mais nada. Eu só fiquei cega de raiva na hora e incentivei aquelas pessoas a xingarem a Glaucia. Não teria coragem de fazer mais nada.

Diante da firmeza de Hortência, Napoleão quase acreditou. No entanto, antes mesmo que ele pudesse relaxar, a voz apavorada do mordomo ecoou no corredor: — Senhor, temos um problema! A polícia está aqui. Vieram levar a senhora!

O barulho estrondoso acordou Vitória. Assim que saiu do quarto e se deparou com aquela cena, o rosto de Vitória escureceu. Sua voz saiu trêmula de indignação: — O que você está fazendo?

O botão que Hortência mal havia fechado se soltou novamente com os puxões.

Do ângulo em que Vitória estava, era possível ver até a borda da roupa íntima dela.

Vitória avançou a passos largos. Sem saber de onde tirou tanta força, puxou Hortência com violência, arrancando-a de Napoleão, que até então não conseguira se livrar dela. Vitória gritou: — Você não tem vergonha na cara? O que acha que está fazendo a essa hora da manhã?

Vitória sempre fora a imagem da doçura para Napoleão. Ele se assustou com aquela explosão repentina de raiva. Lembrando-se de que a polícia ainda estava ali e que não podiam dar um espetáculo para estranhos, ele rapidamente puxou o braço de Vitória, sinalizando para que ela se calasse.

Caio e a equipe finalmente saíram do transe causado por aquele drama e, constrangidos a ponto de não quererem levantar os olhos, algemaram Hortência e a levaram dali.

Quando a mansão finalmente mergulhou no silêncio, Vitória olhou para as mangas completamente amassadas do pijama de Napoleão e perguntou, com o tom carregado de desconfiança: — O que vocês dois estavam fazendo agora há pouco? Ela...

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