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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1141

Afonso abaixou a cabeça, beijando seus lábios com avidez.

— Eu que vou ver você entrar.

Mas Naiara foi categórica:

— Não, desta vez você vai fazer o que eu digo.

— Tudo bem.

O carro começou a se afastar, mas ele ainda conseguia vê-la parada no mesmo lugar pelo espelho retrovisor. Afonso só desviou o olhar quando a silhueta dela desapareceu por completo. Ele fechou os olhos, reprimindo a vontade quase incontrolável de dar meia-volta.

Na palma da mão, ele apertava o pedaço de papel que ela lhe dera. Havia apenas uma frase escrita:

*Unidos como marido e mulher, no amor não há espaço para a dúvida.*

Eram as palavras que ela havia lhe dedicado. Era também a sua promessa. Unidos como marido e mulher. Sem espaço para dúvidas. Ela não perguntava não por falta de amor, mas porque confiava plenamente.

***

No instante em que Isabella Âncora acordou, o terror tomou conta de cada célula de seu corpo. Sua primeira reação foi checar a si mesma. Ao puxar as cobertas, entrou em absoluto desespero.

Ela não era inocente e sabia perfeitamente de onde vinha a sensação úmida e pegajosa em sua pele. Além da dor aguda que sentia...

O corpo de Isabella tremia violentamente. Quando tentou pegar o celular, seus dedos mal obedeciam aos comandos. *Quem foi?! Quem ousou violá-la daquela forma?!*

O ódio crescia desenfreado dentro dela. Num surto de descontrole, sem saber como expurgar aquela agonia, ela apenas gritou. Berrou a plenos pulmões para colocar para fora toda a revolta presa no peito, até que sua voz ficasse completamente rouca. Sua alma, porém, já estava morta.

Isabella começou a rir e chorar ao mesmo tempo, num transe histérico. *Que crueldade! Afonso, você foi cruel demais...*

Por fim, ela conseguiu fazer a ligação.

— Irmão...

O controle de Fausto se desintegrou.

— Como você pode não saber?!

As lágrimas de Isabella não paravam de cair. Parecia haver um incêndio dentro de seu peito, queimando suas entranhas com uma dor insuportável.

— Eu juro que não sei! Eu só sei que fui... e quando eu acordei, ele já não estava mais aqui...

Incapaz de conter a fúria, Fausto deu um soco violento na parede. A pele dos nós dos seus dedos rachou, e o sangue começou a escorrer. O pulso esquerdo dele ainda carregava uma marca profunda de mordida que não havia cicatrizado; agora, somava-se mais uma ferida. Mesmo assim, ele não sentiu nenhuma dor física. A dor que lacerava sua alma era infinitamente maior.

— Irmão! — Isabella tentou descer da cama, mas suas pernas cederam, e ela despencou no chão.

Fausto não conseguiu segurá-la a tempo e teve que assistir, impotente, à irmã que ele tanto mimara chorar aos prantos, jogada no chão em estado de absoluta miséria. Ele puxou o ar com força, abaixou-se e a pegou nos braços.

— Seu irmão vai te levar para casa.

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