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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 711

— Então vamos levá-la à oficina.

— Não precisa mesmo. — Naiara levantou-se, pegou a bolsa e colocou o casaco sobre o braço. — Já fiz você gastar demais, não posso continuar incomodando.

Ela fez questão de se despedir de Afonso formalmente.

— Sr. Afonso, obrigada pelo almoço.

Sem dizer mais nada, ela virou as costas e foi embora sem olhar para trás.

O carro de Afonso deixou o restaurante.

Na calçada, aquela silhueta familiar e um tanto solitária feriu os olhos do homem.

Ele já a havia alertado tantas vezes para se agasalhar bem ao sair, mas ela nunca lembrava.

Naiara olhava o celular repetidamente; o carro de aplicativo ainda não havia chegado. Era o cúmulo.

Ela se encolheu no casaco, abraçando o próprio corpo para impedir que o vento gelado penetrasse.

Isabella perguntou:

— Afonso, parece que a Naiara ainda não conseguiu um carro. Não quer levá-la em casa primeiro?

Afonso desviou o olhar, pisou levemente no acelerador e respondeu com uma voz fria e distante.

— Não. Ela não precisa.

O carro se afastou, mas os olhos do homem continuavam buscando o espelho retrovisor a todo instante. À medida que a figura dela ficava mais embaçada, seu coração parecia ser coberto por uma camada de cinzas.

Naiara foi primeiro à oficina autorizada para verificar a situação do carro.

O mecânico informou que não havia peças de reposição disponíveis e que precisariam encomendar diretamente do fabricante, o que levaria cerca de uma semana para que ela pudesse retirar o veículo.

Para alguém acostumada a dirigir, ficar subitamente a pé era bastante desconfortável.

Mas não havia jeito, teria que depender de carros de aplicativo por um tempo.

Ao sair da oficina, Naiara percebeu que o céu havia escurecido de repente e uma chuva fina começara a cair.

Parecia que a temperatura ia cair ainda mais.

Sem perceber, o inverno já havia chegado a Rio Belo.

O tempo passava rápido demais...

— Srta. Naiara.

Naiara olhou na direção da voz e suspirou intimamente.

Não foi um suspiro por ter encontrado Zuleica, mas sim por ter encontrado Carlos Lucca.

Naiara acenou com a cabeça para Zuleica, prestes a falar, mas Carlos se adiantou.

— Veio olhar carros?

— Não, meu carro deu problema, trouxe para o conserto — respondeu Naiara.

Carlos resmungou um "uhum".

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