Que belo exemplo de cumplicidade!
Aquela mulher... Ela não havia lhe dirigido uma única palavra!
Como se fossem completos estranhos!
Naiara, você é realmente inacreditável!
A fúria de Carlos Lucca, sem um alvo para ser descarregada, acabou recaindo sobre os objetos à sua frente. Com um movimento brusco, ele atirou o copo de vidro contra o chão, despedaçando-o em mil fragmentos.
O gerente, assistindo de longe, nem piscou.
O Sr. Lucca era rico. Ele podia comprar a louça do restaurante inteiro se quisesse. Deixa quebrar.
Isadora, com a expressão completamente vazia, observou a cena patética e soltou um riso anasalado.
— Carlos Lucca, sabe onde você errou miseravelmente?
Carlos puxou o colarinho da camisa, o rosto contorcido de ódio.
— Onde?!
Isadora respondeu com uma lentidão calculada e desdenhosa.
— Você perdeu porque é imaturo demais, incapaz de controlar o próprio temperamento e, claro, um galinha de primeira.
Ela cruzou as pernas, ajeitando a postura.
— Comparado ao Sr. Afonso, você não é absolutamente nada. E ele ainda é leal. Amou a sua ex-esposa por dez anos sem hesitar um único dia.
Carlos paralisou, o choque estampado no rosto.
— O que você disse?
Isadora prosseguiu, o tom arrastado revelando seu prazer em feri-lo.
— Carlos, você não sabe absolutamente nada sobre a mulher com quem foi casado. Acha mesmo que eles se conheceram agora? Há dez anos, ela e o Afonso já se conheciam.
Ela fez uma pausa dramática.
— Ou, sendo mais precisa: o Sr. Afonso a conheceu e se apaixonou à primeira vista há dez anos.
Isadora soltou uma risada gélida.
— A pessoa que você tratava como lixo era a joia pela qual outro homem esperou por uma década. Se a Naiara não tivesse sido tão cega a ponto de insistir em casar com você na época, ela provavelmente já seria a Sra. Xavier há muito tempo. Você nunca teria tido a chance de tocá-la.
Os olhos de Isadora faiscavam de malícia.
— Mas não... Você preferiu ir para a cama com a sua própria cunhada a valorizá-la. Você a forçou a pedir o divórcio. No final das contas, você só fez o favor de unir duas almas gêmeas.
Ela se inclinou levemente para frente.
— Então, de que adianta toda essa sua raiva, Carlos? Esse final patético não foi obra das suas próprias mãos?
Carlos trincou a mandíbula, as veias saltando na testa.
— Você já terminou?
— Esquece. Alguém como você jamais entenderia.
Isadora pegou sua bolsa e se levantou, ajeitando a alça no ombro.
— Você é um idiota completo!
Antes que Carlos pudesse rebater o xingamento, ela disparou o último golpe:
— E mais um conselho gratuito: pare de provocá-los. Só vai arrumar dor de cabeça para si mesmo. Por que não fica no seu cantinho medíocre, brincando de ser o grande Sr. Lucca? Tem que insistir em ser um inútil?
Carlos engoliu a humilhação a seco. Estava fervendo de indignação.
— Eu sou um inútil? Se eu sou um inútil, por que você ainda deita na minha cama?!
Um brilho de profunda autodepreciação cruzou o olhar de Isadora.
— Porque eu também sou uma inútil.
Carlos ficou sem palavras.
De repente, um arrependimento amargo o atingiu em cheio.
Por que diabos ele tinha que inventar de contratar aquela mulher para a sua empresa? Parecia que havia trazido uma patroa para mandar nele!
Ela não ajudava em nada com o trabalho e ainda passava o dia testando a paciência dele.
Que inferno!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...