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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 10

Após dizer isso, Cora deu as costas e saiu andando, enquanto seu baixo-ventre começava a pulsar de dor.

A dor se tornou tão insuportável que ela desmaiou, sendo levada de volta ao pronto-socorro do hospital por pessoas que passavam pelo local.

O médico do pronto-socorro, ao avaliar o estado dela, falou em tom de censura:

— Como você deixa chegar a esse ponto de exaustão na gravidez antes de vir ao hospital? Foi perigoso demais. Você ainda quer ter esse bebê?

— Quero. — Cora olhou para o médico, aflita.

O profissional balançou a cabeça e perguntou:

— Onde está o seu marido?

— Ele... — Cora hesitou antes de mentir. — Nós nos divorciamos.

O médico já devia estar acostumado com aquele tipo de situação, então não fez mais perguntas. Pediu para ela assinar uns papéis e a encaminhou para um leito, onde começou a receber soro na veia para restaurar suas energias.

Eram quase nove horas da noite quando o soro terminou.

Ao redor dela, todas as outras gestantes estavam acompanhadas de suas famílias. Apenas ela estava sozinha.

Em silêncio, saiu da cama e caminhou em direção à saída.

De repente, viu Adelina.

O olhar de Cora procurou instintivamente nos arredores, mas Bernardo não estava com ela.

— Cora, está procurando o Bernardo? Ele foi buscar algumas roupas para mim. Falei para ele ir descansar, mas ele se recusou. Não consigo convencê-lo. — Adelina falou, claramente se exibindo.

Ouvir aquilo só dava nojo em Cora.

Inesperadamente, os olhos de Adelina pousaram no pulso dela:

— Então foi parar aí a pulseira?

Cora acompanhou o olhar dela e olhou para a pulseira. Tinha sido o único presente que Bernardo lhe dera em todos aqueles anos, mesmo que tivesse parecido algo de última hora.

Mas ela a usava todos os dias e a guardava com muito carinho.

— O que você quer dizer com isso? — Perguntou, mantendo a calma.

— É que Bernardo comprou essa pulseira para mim, mas eu não gostei. Pelo visto, o que eu rejeitei, ele aproveitou para dar a você. — Adelina respondeu, com um sorriso radiante no rosto.

Dito isso, fez um aceno de cabeça polido e seguiu para dentro do hospital.

Cora ficou congelada no lugar.

O tempo todo ela acreditara que Bernardo havia escolhido aquele presente especialmente para ela, quando, na verdade, não passava de sobra rejeitada por Adelina.

Foi como se estivesse arrancando à força todo aquele casamento de sete anos do seu peito.

Se era para acabar, que o corte fosse profundo e definitivo.

Depois de muito tempo, Cora voltou a si, e as palavras de Henrique começaram a ecoar em sua mente.

Ela agira como uma tola, abrindo mão de absolutamente tudo por causa de Bernardo.

Ela deveria estar brilhando intensamente, se destacando na área que tanto amava.

Em vez disso, se tornara uma pessoa que vivia nas sombras, suja de poeira e sem amor-próprio.

Cora respirou fundo, pegou o celular e enviou uma mensagem para Henrique.

Cora: [Henrique, em três meses estarei de volta a Nova York. Vou retornar para a equipe.]

Logo depois de enviar, a resposta chegou.

Henrique: [Isso é maravilhoso!]

Cora não respondeu. Estava exausta.

Silenciosamente, virou as costas, entrou em um carro e foi embora do hospital.

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