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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 746

Apesar de tudo, Cora percebia pela atitude de Daniel que ele não estava nada feliz com a situação.

Ela estava presa em um terrível dilema.

Como se houvesse se encurralado na própria armadilha.

A ansiedade tomou conta dela com força, ela mal conseguia respirar direito.

Incapaz de suportar, correu até onde guardava os remédios e tomou um comprimido.

Mas isso só trazia um alívio momentâneo, muito diferente de curar o problema por completo.

Ainda desesperada, engoliu mais um.

Somente quando o efeito do medicamento atingiu o pico é que ela conseguiu se acalmar.

Então, virou-se e retomou o preparo da refeição.

Quando terminou de cozinhar e foi procurar a menina, Noelia já havia adormecido no sofá.

Cora abaixou o olhar e a observou.

O sono de Noelia parecia tranquilo.

Mas quanto mais Cora a olhava, mais seu coração doía.

A dor no peito era impossível de explicar, um peso enorme que a sufocava.

Um sentimento profundo de dor.

A dor de ver a filha passar por tudo aquilo.

Toda vez que uma nova esperança surgia, ela era logo esmagada contra o chão.

Cora poderia desistir, e ninguém a culparia por isso.

Mas ela não conseguia.

Estava condenada a viver naquele abismo para sempre.

Por outro lado, ela odiava a ideia de se submeter às manipulações de Bernardo naquelas circunstâncias.

Ficou cada vez mais imersa no silêncio.

Apesar de medicada, o tormento das dúvidas continuava a castigá-la.

Cora soltou um suspiro profundo.

Quando Noelia acordou meio grogue, Cora a convenceu a ir comer.

Todas aquelas emoções conturbadas foram perfeitamente ocultadas por trás de um sorriso.

No dia seguinte.

Como ainda estava doente, Noelia permaneceu em casa.

Cora não a deixou ir para a escola.

Durante a madrugada, a febre de Noelia subiu um pouco, mas ainda dentro de níveis aceitáveis.

Por isso, Cora continuou apenas monitorando.

No entanto, na manhã seguinte, a senhora que as ajudava no apartamento ligou para avisar que um parente idoso havia falecido e precisava retornar com urgência para sua cidade.

Cora começava a se sentir impotente.

— Não tem o mesmo gosto do de ontem. — Noelia balançou a cabeça.

E empurrou a tigela para longe, recusando-se a dar mais uma colherada.

A menina estava doente e não podia ficar sem comer, ou seu estado pioraria drasticamente.

Nessa situação, Cora se via mais uma vez em um beco sem saída.

Noelia não fazia birra, apenas demonstrava que a comida não estava boa, preferindo ficar em jejum.

Somado à falta de apetite causada pela febre, ela parecia ainda mais fraca do que antes.

— Quer que eu procure em outro lugar? — Cora perguntou docemente.

Noelia murmurou:

— Sim.

Em seguida, a pequena voltou a ficar sonolenta.

Para qualquer um, sentir sono quando se está doente seria normal.

Mas Cora sabia que, no caso de Noelia, a sonolência excessiva não era um bom sinal.

Não era um bom presságio.

E isso deixou Cora ainda mais apreensiva.

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