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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 117

Cora terminou de se arrumar e saiu do quarto.

Assim que a viu sair, o mordomo caminhou em sua direção:

— Senhora, o café da manhã está servido.

Cora assentiu e sentou-se à mesa, comendo em silêncio.

Por mais que estivesse sem apetite, precisava se alimentar pelo bem do bebê.

Só quando terminou de comer tudo o que estava à sua frente e a criança parou de se agitar, ela sentiu um leve alívio.

— Vou sair daqui a pouco, não volto para o almoço — avisou Cora ao mordomo.

Não estava prestando contas de sua agenda, apenas não queria deixá-lo em uma situação difícil.

Cora sabia melhor do que ninguém o quão assustador Bernardo podia ser quando perdia a paciência.

Não queria que nenhuma pessoa inocente acabasse sofrendo as consequências por sua causa novamente.

— Certo, providenciarei o carro para a senhora — o mordomo assentiu com a cabeça. — Basta deixar que os seguranças a acompanhem.

Cora murmurou em concordância. Embora não gostasse da ideia, também não recusou.

Ela sabia que, naquele momento, essa era a vontade de Bernardo.

De fato, o simples fato de ele não a ter mantido em prisão domiciliar já era motivo para ser grata.

Provavelmente, dentro dessa relação conturbada, ele ainda havia deixado uma pequena margem de tolerância.

O mordomo preparou o carro rapidamente.

Ele fez questão de acompanhá-la até a porta.

Depois que Cora entrou no veículo, o mordomo falou de repente:

— Senhora, se quiser ir ver o seu irmão, basta pedir ao motorista que a leve até o hospital.

Aquelas palavras a deixaram atônita; ela mal podia acreditar no que estava ouvindo.

Afinal, no dia anterior ela havia implorado a Bernardo que a deixasse ver Nicolas.

E Bernardo havia recusado.

Agora, o mordomo estava lhe dizendo exatamente o oposto.

Obviamente, o mordomo não ousaria tomar essa decisão por conta própria. Só poderia ser uma ordem direta de Bernardo.

Cora ficou em silêncio, sem saber o que dizer no primeiro momento.

— Minha senhora, estas foram as ordens diretas do Sr. Pereira. No fundo, ele ainda se importa com a senhora. É só o temperamento dele que complica tudo; às vezes, ele não sabe como se expressar direito — o mordomo defendeu Bernardo.

Por uma fração de segundo, ela até se pegou pensando se ele havia se lembrado de que hoje era o aniversário dela.

Mas essa ideia foi logo descartada.

Estavam brigando feio no dia anterior; como ele iria se lembrar?

Além do mais, Adelina também havia ligado, implorando-lhe com aquela voz doce.

Comparada à ternura cativante de Adelina, Cora reconhecia sua própria inferioridade.

Por isso, ela logo recobrou a calma e parou de criar ilusões.

A voz fria e serena de Bernardo soou pelo telefone:

— O mordomo disse que você saiu?

Era uma pergunta retórica.

O mordomo informaria todos os seus passos a Bernardo com exatidão.

E havia seguranças e o motorista a seguindo.

Então, Cora compreendeu muito bem que as palavras de Bernardo eram uma forma de obrigá-la a ceder.

Pelo menos no que dizia respeito a visitar Nicolas, ela precisava que Bernardo desse a palavra final.

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