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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 669

Daniel dedicou-se a fazer companhia a Noelia.

Cora sabia que, naquelas horas, ele levava mais jeito do que ela.

Se ela ficasse, a menina faria um milhão de perguntas indesejadas.

Afinal, todos sabiam que ela não conseguia ser dura com a criança.

— Eu vou me limpar um pouco. — Cora avisou.

— Hum. — Daniel, de volta à sua frieza habitual, concordou com um aceno breve.

Ela não perdeu tempo e saiu do quarto.

Ele a observou ir embora em silêncio, sem acrescentar uma palavra.

Depois que ela saiu, Daniel continuou ali até a menina pegar no sono.

Na presença dele, Noelia não ousava fazer bagunça.

Ela obedeceu direitinho e fechou os olhos pacificamente.

Ele permaneceu sentado na beirada da cama.

Só se levantou quando a respiração dela se tornou lenta e ritmada.

Ele arrumou as cobertas da pequena e deixou o quarto silenciosamente.

Assim que a porta se fechou, Noelia abriu os olhos arregalados.

Ela piscou algumas vezes e suspirou como um adulto cansado.

De repente, o celular dela vibrou.

Era uma mensagem no WhatsApp vinda de Caio.

Eles haviam trocado contatos no hospital e se adicionaram no aplicativo.

Ela abriu a tela, e a janela de bate-papo de Caio saltou.

Caio: [Estou com febre e voltei para o hospital. Odeio hospitais.]

Noelia: [Então você tem que ser bonzinho. Se não ficar doente, não precisará ir ao hospital.]

...

As duas crianças engataram em uma conversa leve e descontraída.

Noelia não desgostava dele; pelo contrário, até que ia com a cara do menino.

E o gênio indomável de Caio parecia sumir quando falava com ela.

Eles se davam muito bem e o papo fluía solto.

Caio: [O papai me disse que, quando eu melhorar, nós vamos à Disneyland. Você quer ir?]

Noelia: [Quero!]

Depois daquela resposta, ele sumiu.

Ela não foi atrás para descobrir o porquê.

Afinal, o pai de Caio era Bernardo.

— A Noelia já dormiu? Aquela pirralha vive fingindo que está dormindo só para te enganar e te fazer sair de lá — Ele debochou de forma direta.

— Ela dormiu. — Cora respondeu.

O diálogo fluiu como o de qualquer casal comum.

Sem brigas, sem farpas.

Mas a tensão invisível que pairava entre eles era óbvia para ambos.

Ela hesitou, lembrando-se do que quase aconteceu horas antes.

Sem abrir a boca, caminhou em direção à enorme cama.

Ele também não fez nenhum movimento brusco, focando sua atenção no trabalho.

Quando ela se deitou, ainda sentia os músculos rígidos.

Ele simplesmente virou a tela do notebook para ela:

— Como você lidaria com este contrato?

Cora abaixou a vista para ler.

E começou a dar sua opinião profissional sem gaguejar.

No fim das contas, eles começaram como sócios.

Discutir estratégias era a coisa mais normal do mundo para eles.

Naquele momento, analisar aquele documento era mil vezes melhor do que encará-lo em um silêncio sufocante.

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